CAMPO E LAVOURA – Casa cheia

A confirmação de perdas na produção não inibiu a vinda do produtor em busca de ferramentas tecnológicas capazes de reduzir efeitos do clima.

Há quatro anos, a quarta e a quinta-feira costumam concentrar o movimento no parque em Não-Me-Toque. Ontem, em um dia de sol forte e temperatura próxima dos 30ºC, 70,5 mil pessoas percorreram os espaços da área de 98 hectares, fazendo o público dos três primeiros dias chegar a 143,5 mil. Em 2019, 268 mil visitantes passaram pela exposição nos cinco dias de feira.

A redução na segunda-feira reflete, segundo o presidente do evento, Nei César Manica, a base alta de comparação:

– Ano passado foi um ponto fora da curva, em razão da presença do vice-presidente Hamilton Mourão. O número desse ano está dentro da média para o primeiro dia.

DAI ZHIXUAN CEO do Grupo Youtong, de Xangai

Neste ano, por conta do coronavírus, a China reduziu sua presença na Expodireto-Cotrijal a apenas um integrante: Dai Zhixuan. Em entrevista, o CEO do Grupo Youtong, de Xangai, falou sobre como a epidemia impactou a vida e a economia do país asiático, e sobre o que o trouxe para a primeira visita ao Brasil.

Qual o impacto do coronavírus na rotina chinesa?

Restaurantes e fábricas foram fechados. O governo organizou estrutura para que, em cada casa, apenas uma pessoa saia para comprar comida e bebida, em supermercados próximos. No final de fevereiro, alguns estabelecimentos receberam permissão para voltar a funcionar. Foi criada lei que determina que, na rua, todas as pessoas usem máscaras de proteção.

Considerou não vir em razão da epidemia? Precisou usar proteção na viagem?

Sim, considerei. Usei máscara do voo da China até chegar em São Paulo.

O que a empresa busca aqui?

Quero importar produtos do Brasil, que têm alta qualidade. Há necessidade grande de carne na China. Visitarei uma indústria de processamento de aves.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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