CAMPO E LAVOURA – Busca por alternativas para a ração de animais

Para evitar a repetição do cenário de oferta escassa e preços elevados, indústria de proteína animal, cooperativas e pesquisadores da Embrapa buscam alternativas ao milho na alimentação animal. A proposta é incentivar cultivo de cereais para ração no espaço que costuma ficar "ocioso" na safra de inverno. A ideia não é nova, mas tem um diferencial.

Grandes empresas de processamento de carnes têm se mostrado dispostas a comprar, de forma antecipada, a produção feita sob medida para atender essa demanda, observa o ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, integrante do conselho consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA):

– O momento ideal para lançar o projeto é agora.

E essa garantia de compra, pendente ainda de confirmação e que precisa ser formatada, pode ser o incentivo que faltava para a proposta decolar. Agronomicamente falando, o produtor sabe dos benefícios de manter o solo coberto – no verão, o Rio Grande do Sul soma mais de 7 milhões de hectares, no inverno, cai para pouco mais de 1 milhão de hectares.

Terceiro maior produtor de aves e segundo de suínos no país, o Rio Grande do Sul tem déficit anual em torno de 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas de milho. Situação que ficou exacerbada em 2020. Duas estiagens, pandemia e retração na oferta de grãos fizeram soja e milho subirem às alturas, ampliando custos de forma também acentuada. Ter alternativas passa a ser uma necessidade.

no radar

A agilidade na implantação do Terra Brasil, programa que veio com objetivo de substituir o crédito fundiário é tema de reunião marcada para hoje. Participam da audiência, no Ministério da Agricultura, Eugênio Zanetti, vice-presidente da Fetag-RS, e Heitor Schuch, presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar.

os campeões do 2º Hackathon Senar-RS foram anunciados ontem. a GetBee venceu no desafio de gestão, com uma solução para manutenção eficiente de máquinas. no tema segurança, o time escolhido foi Performance Vegetal, que criou dispositivo de alerta para abigeato, com microchip de monitoramento animal e sonar de alerta de intrusos.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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