CAMPO E LAVOURA – Brinde com procedência

A partir da próxima semana, cinco vinícolas que integram a região de Altos Montes, que engloba Flores da Cunha e Nova Pádua, na Serra, passam a ter em mãos um novo ingrediente na produção. É o selo de indicação de procedência que alguns de seus rótulos poderão estampar. Será a primeira safra com a certificação, uma das indicações geográficas concedidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Depois de criterioso processo, 11 vinhos (dois brancos e nove tintos) estão habilitados para ter o selo.

Na próxima quinta-feira, a Associação de Produtores de Vinhos dos Altos Montes vai entregar o Certificado de Produto Aprovado para o uso do selo de IP da região safra 2020 a cada uma das marcas que têm amostras entre as aprovadas (Luiz Argenta Vinhos Finos, Vinhos Viapiana, Boscato Vinhos Finos, Cave de Angelina e Vinhos Fabian).

No documento constará qual o vinho e a numeração (que indica a quantidade de garrafas que serão produzidas), explica Giovani Fabian, coordenador da IP Altos Montes e sócio da Vinhos Fabian.

Há um prazo de 120 dias para fazer uso dessa certificação obtida. Depois, é preciso fazer uma reavaliação. É um processo mais simples do que o inicial. A ideia é só verificar a manutenção das características do vinho aprovado.

A IP tem um selo padronizado, que constará na parte da frente e no verso dos rótulos autorizados.

– Provavelmente teremos mais vinhos brancos agora. No final deste e no próximo ano, deverão ser os tintos – projeta Fabian, sobre a chegada ao mercado das garrafas com a IP.

A decisão de quando colocar à venda é de cada vinícola. No caso da Fabian, que fica em Nova Pádua, três estão aptos a ter o selo.

Informações podem ser buscadas nas plataformas das empresas e da associação. São 12 vinícolas no total (a lista inclui Casa Venturini Vinhos & Espumantes, Fante Bebidas, Terrasul Vinhos Finos, Valdemiz Vinhos Finos, Vinícola Família Bebber, Vinícola Mioranza e Vinícola Panizzon.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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