CAMPO E LAVOURA | Aval nacional para RS ser livre de aftosa sem vacinação

Oficialmente, o relatório chega só na semana que vem. Informalmente, o Ministério da Agricultura sinalizou que o parecer para o pedido do Rio Grande do Sul de ser zona livre de aftosa sem vacinação será positivo. A informação veio em reunião, ontem, com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Geraldo Marcos de Moraes. O documento é esperado para a quarta-feira (12) e a solicitação para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve ser encaminhada até a sexta-feira (14). Na prática, isso significa o reconhecimento nacional do Rio Grande do Sul como zona livre de aftosa sem vacinação. O título é, por ora, uma formalidade, a senha que o Estado precisa para submeter-se à avaliação internacional.

É a OIE quem faz a certificação da evolução do status sanitário que abre portas para mercados hoje não acessados pelos gaúchos. A análise é feita por um comitê técnico e o reconhecimento como zona livre da doença sem imunização do rebanho referendado em assembleia, programada para maio de 2021.

A etapa de avaliação feita agora por auditores externos indicou que 77% das ações do plano traçado pelo Estado estão em andamento, dentro do prazo ou concluídas, explica Helena Rugeri, superintendente regional do ministério.

– Como Estado, temos de esperar parecer oficial do ministério, mas vemos com otimismo o resultado do esforço que fizemos. Semana que vem é decisiva para retirada da vacina – observa Covatti Filho, secretário da Agricultura.

Antes do Ministério da Agricultura se manifestar oficialmente, Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) se reúnem, na segunda-feira, para uniformizar as informações repassadas até o momento. Um dia depois, cada entidade fará assembleia com associados para definir se é a favor ou contra a continuidade do processo de evolução do status sanitário a partir de agora.

– A tomada de decisão é do governo federal. É uma prerrogativa deles levarem ou não em conta nossa posição – observa Leonardo Lamachia, presidente da Febrac.

O apoio das entidades, embora não seja pré-requisito, é importantíssimo. Como a responsabilidade é compartilhada com o produtor, ele é peça fundamental do sistema em que se troca a ferramenta da vacina da vigilância constante.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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