CAMPO E LAVOURA | Até cavalo no encalço aos gafanhotos

Com a ajuda de guias locais, fiscais agropecuários argentinos têm usado cavalos para monitorar a nuvem de gafanhotos que se desloca em uma área de difícil acesso na província de Corrientes, ao norte da cidade de Sauce, a 130 quilômetros de Barra do Quaraí.

Segundo o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar da Argentina (Senasa), os técnicos contam com o auxílio de peões de uma estância da região para se aproximar dos insetos, que têm se movimentado pouco – cerca de três quilômetros por dia, no sentido Sul -, devido às baixas temperaturas e ao vento.

– É uma região que tem bastante mato, áreas de banhado e poucas estradas – explica Juliano Ritter, fiscal estadual agropecuário que acompanha a situação na fronteira do Rio Grande do Sul.

De acordo com Ritter, apesar de ter perdido força após aplicações feitas na quinta-feira, a nuvem se mantém. Técnicos estimam que entre 10% a 30% dos gafanhotos que estavam em campo aberto morreram com a aplicação, realizada com avião agrícola. Segundo o governo local, o controle teria sido "satisfatório".

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwancke visita amanhã áreas atingidas pelo ciclone no Rio Grande do Sul. Na quarta e na quinta percorre Santa Catarina, onde a produção de banana sofreu fortes impactos em razão do fenômeno. A pasta vem fazendo levantamento das perdas.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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