CAMPO E LAVOURA | As ferramentas na busca por solução no caso dos frigoríficos

O que de mais prático saiu do encontro virtual de representantes do governo estadual com os do Ministério da Agricultura, na tarde de ontem, foi o alinhamento de informações sobre a situação de casos de covid-19 em frigoríficos do Estado.

– O ministério quis entender o processo, porque estavam chegando várias informações desencontradas – diz o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho.

Caberá, ainda, à pasta federal a tarefa de buscar a ampliação do diálogo com os órgãos que fazem a fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho do Estado (MPT-RS). E, ao mesmo, tempo, de reforçar com as empresas a relevância do acesso aos dados com agilidade. Municípios – que têm a missão de fazer controle da doença lá na ponta – relatam dificuldades para obter detalhes com as indústrias sobre medidas e detecção de casos suspeitos, por exemplo.

– Para a vigilância, informação é tudo. Sem elas, não é possível realizar as ações necessárias em tempo oportuno – observou Rosângela Sobieszczanski, coordenadora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde.

Ela reiterou a importância da notificação de casos suspeitos e do isolamento necessário. O que faz todo o sentido. No combate a um inimigo invisível e letal como o coronavírus, a informação precisa é uma arma fundamental para frear o avanço e determinar os próximos passos.

O prejuízo em um cenário como o atual vem para todos. Começa pela saúde e chega ao campo da produção. Porque a preocupação em manter a produção de alimentos é mais do que legítima. O temor de ver milhões de animais cuidadosamente preparados tendo como destino um aterro sanitário também. E justifica a inquietação de produtores com a combinação de pandemia com estiagem prolongada. Para virar o jogo, é preciso que todos joguem no mesmo time.

– Precisamos garantir tanto a saúde dos trabalhadores quanto a qualidade dos produtos ofertados. Não é nosso desejo fechar empresas, pelo contrário, queremos estimular o abastecimento de carnes no Estado, mas é fundamental que os ambientes industriais e os produtos sejam seguros e devidamente fiscalizados – ressaltou a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEINFonte: Zero Hora

 

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