CAMPO E LAVOURA | As definições que precisam ser tomadas para a Expointer

A decisão de garantir, neste momento, a realização da Expointer traz mais perguntas do que respostas. Na sexta-feira, a Secretaria da Agricultura fez a primeira reunião com representante da pasta da Saúde, para começar a desenhar os possíveis formatos e as necessidades para tornar viável a exposição no parque Assis Brasil, em Esteio.

– Entregamos todo o detalhamento da área e trocamos várias ideias. Em cima disso farão um estudo e voltaremos a conversar – conta Covatti Filho, titular da Agricutura.

A primeira resposta a ser dada é em relação à data. Se é mantida a programação, de 29 de agosto a 6 de setembro, ou se deve-se marcar novo período, trabalhando com o final de setembro como limite. Uma notícia falsa chegou a circular em redes sociais, apontando mudança para 30 de setembro a 11 de outubro. A informação não confere, afirma Covatti Filho.

Na próxima semana, ele deve se reunir com a comissão executiva da Expointer, da qual fazem parte entidades do setor, para tratar do assunto. Presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira avalia que eventual mudança atrapalha o calendário. Na sequência, inicia-se a produção de grãos de verão e a tradicional temporada de leilões da primavera de bovinos, que começa já em setembro:

– Se transferir, vai colidir com esses outros eventos. E, em termos de pecuária, o faturamento é pequeno. A feira é uma grande vitrine.

E é com esse conceito, de ser o palco para mostrar o que se produz de melhor no campo, que Leonardo Lamachia, presidente da Federação das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça a defesa da realização da exposição. Associados têm demonstrado interesse em participar.

– É importante para as associações concluir seus ciclos, ter os julgamentos, conhecer os grandes campeões. O critério é que fazer a exposição atende o direito de quem quer e de quem não quer que saia. Cancelar atende só o de quem não quer – avalia Lamachia.

Mas as condições excepcionais trazidas pela pandemia poderão determinar alterações. Com o uso da tecnologia podendo ganhar espaço. Transmissão online dos julgamentos seria uma alternativa.

Outra decisão urgente é se haverá ou não limitação do público. Como a bilheteria para a entrada já está em licitação, é um detalhe importante no processo. Ações como medição da temperatura e túnel de desinfecção na entrada do parque também são avaliadas.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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