CAMPO E LAVOURA – Arroz e Exército

A 31ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz ficará marcada pela superação de adversidades. Realizado em meio à pandemia de coronavírus, a partir da adoção de protocolos sanitários, o evento chegou a ser parcialmente interrompido por causa de um temporal na quarta-feira, que destruiu estandes montados na sede da Embrapa, em Capão do Leão, no Sul. Para contornar a situação, os organizadores tiveram a contribuição de 50 soldados do Exército, que ajudaram a limpar a área e reerguer estruturas.

O reforço foi viabilizado pelo entorno do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ontem presente no ato simbólico de abertura da colheita, que colocou ponto final a três dias de atividades e debates sobre os rumos da orizicultura. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, lembra que o convite a Mourão, realizado em agosto do ano passado, na Expointer, foi prontamente atendido. Desde então, Velho passou a estreitar laços com assessores e coronéis que trabalham na Vice-Presidência.

– Nos mencionavam que, caso houvesse alguma dificuldade, poderíamos contar com eles. A dificuldade aconteceu e os acionamos. Prontamente, foi enviada uma equipe com 50 homens do Exército na região – destaca o dirigente, que em seu discurso agradeceu ao vice-presidente pelo auxílio.

Por sua vez, Mourão destacou o episódio como um exemplo de solidariedade e parceria entre setores público e privado.

– Com o nosso Exército, conseguimos fazer com que essa cerimônia prosseguisse – enfatizou o vice-presidente.

Em almoço antes da cerimônia, a Federarroz aproveitou a presença de Mourão para encaminhar pauta de reivindicações do setor, como estimulo às pesquisas da Embrapa e investimento em novas cultivares de arroz.

fernando.soares@zerohora.com.br

FERNANDO SOARES – INTERINO

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Fonte: Zero Hora

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