CAMPO E LAVOURA – Alho ganha espaço

Com expansão da área e clima de otimismo entre os produtores, a colheita do alho avança no Rio Grande do Sul. Neste ano, o legume ocupou cerca de 1,3 mil hectares no Estado, incremento de 10% frente 2019. E, em um ano marcado por adversidades climáticas, a cultura se desenvolveu com boa produtividade.

A colheita chegou a 20% da área plantada e deve se estender até dezembro. Em comparação com outras culturas, o alho passou ileso pela geada e pelo granizo. Nem mesmo a estiagem afetou significativamente as plantações, como esclarece Gervásio Paulus, coordenador técnico estadual de olericultura da Emater-RS.

– No caso específico do alho, a maioria da área de produção comercial é irrigada. E esse clima mais seco e um pouco mais frio de noite é bom para a cultura em termos de fitossanidade e reduz a ocorrência de doenças – justifica.

A Serra concentra 90% do cultivo no Estado, com 1,2 mil hectares, e deverá colher 13,2 mil toneladas de alho neste ano. Em São Marcos, um dos municípios da região que puxam o plantio, foi a irrigação que minimizou o impacto da estiagem.

Rudinei Girardello, extensionista da Emater-RS em São Marcos, explica que as lavouras sem irrigação tiveram perdas pontuais, principalmente durante a formação dos bulbos, as "cabeças de alho".

– A safra de alho que está sendo colhida em sua maioria apresenta boa qualidade, com bulbos firmes e de bom calibre – afirma.

A projeção é de que, até 10 de dezembro, a colheita chegue ao fim. A produtividade desta safra ficará entre 10 e 12 toneladas por hectare, semelhante a 2019.

FERNANDO SOARES – INTERINO

Fonte : Zero Hora

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