CAMPO E LAVOURA | A proteína do momento

A corrida aos supermercados que se seguiu após a chegada do coronavírus ao Brasil produziu efeitos imediatos sobre a demanda de produtos, sendo o ovo um deles. Diante da conjuntura, o produto ficou mais caro. Não há indicador geral, mas levantamentos de atacado e varejo confirmam a elevação.

Na Central de Abastecimento do Estado (Ceasa), em Porto Alegre, a dúzia do ovo branco, que é o de maior procura, registrou preço médio de R$ 4,28 em março, avanço de 10,88% sobre fevereiro e de 42,6% sobre igual mês do ano passado.

Dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) mostra que a dúzia de ovos de granja ficou mais cara na segunda e na terceira semana de março, chegando a R$ 6,15. A cotação mais recente aponta redução, indo a R$ 6,06.

Diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin diz que embora não haja um indicador geral, as indústrias do setor têm relatado aumento substancial na procura por ovo, que tem preços mais acessíveis do que as carnes, por exemplo.

– O que está acontecendo é que as pessoas estão comprando mais do que compravam.

Ele diz que a entidade reforça às empresas para que não aumentem preços. Mas lembra que custos de produção estão em alta. Diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos lembra que a estiagem prejudicou a oferta de milho e soja, usados na alimentação dos animais. O reflexo são gastos maiores:

– Foi um encontro de acontecimentos. Não faltará produto. E a tendência é de retomar o equilíbrio dentro de duas a três semanas.

Fonte: Zero Hora

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