CAMPO E LAVOURA | A lagarta que preocupou o país

Registrada na África, Ásia, Oceania e Europa, a lagarta Helicoverpa armigera foi identificada no Brasil na safra 2012/2013. Com um detalhe: era muito parecida com outra lagarta já existente, a Helicoverpa zea, popularmente chamada de lagarta da espiga do milho.

A confirmação da nova espécie só era possível em análise de laboratório. No Estado, o diagnóstico ocorreu no ciclo 2013/2014, por meio do Laboratório de Manejo Integrado de Pragas (LabMIP) da UFSM. O professor Jerson Guedes participou de treinamento em Brasília para fazer a identificação:

– Depois, a gente recebia de diferentes locais do Rio Grande do Sul essas populações coletadas em armadilhas de feromônio (substância produzida pelas fêmeas, que atrai os machos). Essas coletas vinham de carro, de ônibus e chegavam no laboratório, e a gente confirmava. Com os dados, fazíamos mapas e divulgávamos.

Nos anos seguintes, a ocorrência reduziu de forma significativa. O frio é apontado como uma das possíveis razões para a lagarta não ter no Estado a mesma dimensão de outras regiões do país.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN
Fonte: Zero Hora