CAMPO E LAVOURA – A despedida de um pioneiro das pistas do cavalo crioulo

O final de semana foi de despedida de um gigante das pistas do cavalo crioulo. Vilson Chalart de Souza, 86 anos (foto), escreveu seu nome na história da raça. Acumulou premiações e ficou conhecido como o "ginete do século".

Faleceu no sábado, em decorrência de uma pneumonia. Foi sepultado em Bagé, na Campanha, onde vivia. Deixa um casal de filhos e um neto.

– Aos olhos dos admiradores era um "centauro", um ícone, alguém que inspirou uma geração, que ajudou na evolução da raça que mais cresce no país. Mas foi, além de tudo, meu avô e pai ao mesmo tempo – escreveu o neto Pablo Alves, com quem Vilson morava.

Pablo também é curador do livro Coração de Cavaleiro – a Arte de Vilson Souza, que conta a história do ginete e acaba de ser concluído.

– Ele revolucionou a relação do homem com o cavalo. Passava para o animal leveza e, ao mesmo tempo, tinha muita habilidade – resume o jornalista Renato Dalto, autor da biografia.

Vilson foi o primeiro vencedor do Freio de Ouro, em 1982. Na bem-sucedida carreira, acumulou cinco Freio de Ouro, quatro de Prata e dois de Bronze.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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