CAMPO E LAVOURA – 20 anos de espera

Duas décadas depois do ensaio frustrado para uma evolução de status sanitário em relação à aftosa, o Rio Grande do Sul recebe hoje a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O trauma deixado pelos últimos focos da doença no território gaúcho estendeu por anos um longo e acalorado debate sobre retirar ou não a vacinação. A última imunização do rebanho bovino e bubalino, 12,6 milhões de animais, foi concluída em abril de 2020. A coluna conversou com quem acompanha o tema de perto e traçou alguns fatos importantes registrados ao longo de 20 anos. Confira.

A confirmação oficial, em 23 de agosto de 2000, de foco de aftosa no município de Joia fez ruir, em meio à Expointer, o sonho do RS de buscar a evolução do status – que era desde 1998 livre da doença com vacinação. Diferentemente de agora, o processo era embrionário

Mesmo com a doença, optou-se por não voltar a vacinar (as doses eram aplicadas em duas etapas anuais). Em 2001, vieram novos focos. A imunização é retomada

Em 2002, o Estado conseguiu retomar a condição de livre da doença com vacinação

Outro marco considerado importante foi a digitalização do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, em 2008. Agora é possível a emissão eletrônica da guia de trânsito animal

Em 2017, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Erradicação à Febre Aftosa, com meta do país ser livre da doença sem vacinação até 2026

O RS se antecipou ao plano. Teve a última imunização em abril de 2020. Passou por auditorias de técnicos do Ministério da Agricultura. Recebeu da pasta o reconhecimento do Ministério da Agricultura em 11 de agosto

O Brasil encaminhou pedido de certificação da OIE. Em março de 2021, recebeu o parecer favorável do comitê científico

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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