CAMPO E LAVOURA

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Ajustes finais à nova forma da Expointer

Alternativa criada para garantir a segurança em meio à pandemia, a Expointer de formato híbrido, com parte das atividades presenciais, mas a maioria na plataforma digital, começa amanhã e se estende até 4 de outubro. O que faz desta sexta-feira o dia dos ajustes finais, seja no ambiente virtual ou no parque Assis Brasil, em Esteio. O local será palco das provas e julgamentos de raças, que terão acesso restrito de criadores, técnicos e profissionais diretamente ligados à atividade. Será no mesmo modelo desenvolvido para o circuito do Freio de Ouro, a competição da raça de cavalo crioulos que já começou (leia mais ao lado) e tem a final no domingo, dia 27.

Haverá ainda o espaço do drive-thru, para a compra de produtos da agricultura familiar. É o único ponto em que haverá participação do público externo. A entrada será possível somente pelo portão 1 (que fica no lado do parque voltado àa BR-116), de carro. O uso da máscara é obrigatório e haverá medição da temperatura no ingresso.

Relação, preços e imagens dos itens que serão comercializados estarão no portal da feira (expointer.rs.gov.br). A plataforma deve ter os últimos datalhes finalizados hoje.

– Essa alternativa digital permanecerá nas próximas feiras, com a presencial. O grande objetivo é levar a Expointer para a casa das pessoas – afirma Covatti Filho, secretário de Agricultura.

Prevista para o dia 2, a vinda da ministra Tereza Cristina também dá solenidade à exposição. Além de receber a medalha Paulo Brossard, ela deve ver o desfile dos campeões e passar na agricultura familiar.

Projeto de distribuição de mudas ganha mais uma etapa

A pandemia reforçou uma prática que já vinha ganhando espaço nas cidades: o cultivo de hortas em casa ou apartamento. Com o distanciamento social, o tempo de permanência em casa aumentou. E a atividade, além de permitir o cultivo do próprio alimento, ajuda a ocupar o tempo.

– Muita gente foi demitida, está sem emprego e precisa de uma alternativa de alimentação. E as hortas vêm ao encontro disso – avalia Fátima Freitas, gestora do Instituto Popular de Arte e Educação (IPDAE).

Eles desenvolvem o projeto Hortas Caseiras, distribuindo mudas de hortaliças, temperos, plantas medicinais e aromáticas gratuitamente. Neste ano, já foram entregues 9 mil unidades, com prioridade a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e comunidades indígenas. Mais três mil serão disponibilizadas amanhã, em ação, na sede do instituto (veja ao lado).

Agende-se

A distribuição de mudas será amanhã, das 9h às 12h, na sede do IPDAE, na Estrada João de Oliveira Remião, nº 7.193, na Lomba do Pinheiro, na Capital

O uso da máscara é obrigatório, e haverá álcool em gel à disposição. A ação tem parceria de Emater-RS, Comitê de Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil e Rede Luz Porto Alegre

no radar

Quem precisa ficar instalado no parque Assis Brasil, em Esteio, tem sido submetido ao teste rápido de covid-19. Uma estrutura foi organizada em parceria com a Secretaria da Saúde. Hoje, será a vez de testar todos os terceirizados que atuarão no local (segurança, limpeza, entre outros) e os produtores da agricultura familiar. Esses ficarão alojados no local durante o período da exposição.

na etapa do freio de ouro de morfologia, realizada ontem em esteio, 12 animais ficaram com média acima de 8. entre os machos, o exemplar chamado Mais Um Magistrado, da cabanha mais um, de são lourenço do sul, ficou com 9,500, uma das maiores notas ao longo dos 39 anos de história da competição.

A divisão agrícola é dela

Principal fatia do faturamento da Bayer no Brasil, a divisão agrícola tem, pela primeira vez, uma mulher no comando. A engenheira agrônoma paulista Malu Nachreiner, 41 anos, atua na companhia há 17. Avaliando a participação feminina como uma jornada, entende que houve evolução tanto nas empresas quanto no mercado:

– Hoje, de cada 10 propriedades, duas a três têm mulher na liderança. Já passa a ser um percentual representativo.

Em conversa com jornalistas, falou sobre esse e outros temas. Confira alguns trechos.

o agro no negócio

A divisão agrícola da Bayer no Brasil responde por 80% do faturamento da marca no país. Também é o principal negócio na América Latina, algo que não poderia ser diferente na avaliação de Malu, dada a relevância do setor na economia desses países. O peso percentual da área no resultado da Bayer poderá ficar ainda maior:

– Pelo impacto da pandemia, pode ser que o agro se torne ainda mais relevante porque foi um dos setores que seguiu operando, e com força total.

deriva

O herbicida dicamba, desenvolvido para a terceira geração de soja transgênica (a Intacta 2 Xtend) ainda não entrou no circuito comercial brasileiro – a previsão é de isso ocorra na safra do próximo ano. Nos Estados, foi alvo de polêmica por conta de casos de deriva (dispersão para áreas em que não aquele em que foi aplicado). E chegou a ter o registro suspenso. No Brasil, a empresa já modificou a fórmula para tentar evitar o problema.

A nova líder explica que trabalha com três pilares: acadêmicos e influenciadores técnicos, com os quais interage para melhoramento da tecnologia, produtores, para testes no campo, e treinamento da rede.

– Com isso, avaliamos que endereçamos muito da preocupação do agricultor brasileiro, entendendo que são realidades completamente diferentes.

consumidor na conversa

A dificuldade de traduzir o tema da biotecnologia e de conversar com o consumidor é reconhecida. Questionada sobre o assunto, Malu observou:

– Essa é a grande oportunidade que temos como setor. A gente se comunica muito mal. O consumidor está cada dia mais consciente, e é peça fundamental.

Considerando esse um momento oportuno, diz que é preciso trazer o setor à conversa:

– Vejo um tema muito polarizado hoje. É aquela história, ou eu produzo alimentos, ou eu acabo com ambiente. Não, não é assim.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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