CAMPO E LAVOURA

Queda nos registros de cachaçarias

O Rio Grande do Sul terminou 2019 com 43 cachaçarias registradas no Ministério da Agricultura, mantendo a posição de quinto maior fabricante da bebida no país. No entanto, de acordo com a última edição do Anuário da Cachaça, divulgado pela pasta nesta semana, o Estado perdeu seis empresas em um ano. Em 2018, o mercado gaúcho contava com 49 negócios formalizados.

O secretário executivo da Associação dos Produtores de Cana-de-açúcar e Derivados do Estado (Aprodecana), Paulo Ramos, explica que a mudança no modelo de gestão dos registros é um dos fatores que podem ter levado à diminuição. Algumas companhias tinham o nome duplicado no sistema.

O Estado fica atrás de Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais em número de estabelecimentos ativos. Minas Gerais domina a produção nacional, com 375 cachaçarias. O Brasil tem 894 unidades, retração de 22,3% frente a 2018.

Mesmo com número menor de empresas registradas, a quantidade de marcas aumentou 9,7% no período, passando de 4 mil rótulos.

Neste sentido, a cidade gaúcha de Ivoti é a terceira com mais marcas desenvolvidas no país. O município da Região Metropolitana possui 99 registros da bebida, perdendo apenas para as mineiras Salinas (125) e Itaverava (114).

no radar

O prazo para inscrição no Programa Bolsa Juventude Rural, da Secretaria da Agricultura, termina hoje. Para 2020, estão disponíveis 471 bolsas para alunos do Ensino Médio com valor mensal de R$ 200. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail bolsajuventuderural@gmail.com ou pelo telefone (51) 3218-3396.

a semeadura do trigo está quase concluída no estado, atingindo 99% da área estimada em 915 mil hectares, segundo a emater. O predomínio de tempo seco e dias ensolarados permitiu o avanço do plantio nesta semana, além de viabilizar a recuperação das lavouras após duas semanas chuvosas.

Tabaco em debate

Três semanas após entidades representantes dos produtores de tabaco manifestarem publicamente a preocupação com a política de preços adotada pela indústria, a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa discutiu o assunto em audiência pública virtual ontem.

No momento, 95% da safra já foi comercializada. No entanto, fumicultores argumentam que, desde junho, as empresas aumentaram o nível de exigência na classificação do produto, achatando a remuneração. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil, o valor médio pago ao agricultor pelo quilo da variedade Virgínia é de R$ 9,48, alta de 0,42% frente ao ciclo passado.

– Não dá para continuar do jeito que está – diz Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado, que pede que o governo só conceda benefícios fiscais a empresas que seguem as regras do Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro).

Dirigentes das empresas JTI e Souza Cruz, presentes na audiência, alegaram que a safra gaúcha sofreu redução de qualidade por causa da estiagem. Mesmo assim, garantiram a compra de toda a produção contratada.

FERNANDO SOARES – INTERINO

Fonte: Zero Hora

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