CAMPO AVANÇA | Safra vem com tudo neste ano

Estimativa da Farsul aponta que crescimento econômico do Rio Grande do Sul pode chegar a 6% neste ano se confirmada a segunda maior produção de grãos da história

Caso se confirme a segunda maior safra de grãos da história, com mais de 27 milhões de toneladas colhidas, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul poderá crescer 6% neste ano – o dobro do projetado para a média nacional. Será uma recuperação com sobra para a queda entre 1% a 1,5% em 2012, determinada por perdas nas lavouras. A projeção vem do setor mais determinante para o desempenho da economia gaúcha, o do agronegócio – que faz esta semana, na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, o primeiro ensaio da arrancada.
A estimativa de crescer o dobro da previsão média para o país em 2013, feita pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), leva em conta a elevação de 45% do PIB agropecuário, depois de queda de 27,5% na produção agrícola de 2012. Embora alentadora, a expansão se dará em cima de uma base baixa de comparação, que somou perdas diretas de R$ 5,8 bilhões nas lavouras.
– Da mesma forma que derrubou o PIB no ano passado, a agropecuária poderá dar o tom do crescimento em 2013. Mas não podemos esquecer que estamos crescendo em cima de uma perda muito forte no setor – observa Antônio da Luz, economista da Farsul.
O cenário positivo para a atual safra de grãos deverá ganhar forma nos negócios da Expodireto, que vai até sexta-feira. No ano passado, a feira faturou R$ 1,1 bilhão, especialmente na venda de máquinas e implementos agrícolas.
– A feira é um termômetro de como está a confiança do produtor. Esperamos vender de 10% a 20% a mais do que no ano passado – aponta Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers).
Hoje, na abertura da feira, o governo do Estado irá anunciar recursos para financiamento da safra de inverno. A expectativa é de que sejam liberados mais de R$ 100 milhões para complementar a verba do governo federal.
– O crédito poderá ser usado especialmente para custeio e comercialização – adianta Claudio Fioreze, secretário adjunto da Secretaria da Agricultura.
*Colaborou Nestor Tipa Júnior
joana.colussi@zerohora.com.br

JOANA COLUSSI*

Fonte: Zero Hora

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