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CAMPO ABERTO | Voto de confiança no produtor de leite que melhorou qualidade

Parte das solicitações de produtores de leite em relação às regras que trazem parâmetros de qualidade do leite – as instruções normativas 76 e 77 – foi atendida. O Ministério da Agricultura publicou ontem modificações no texto.

Uma das principais é a do critério para exclusão quando os parâmetros para contagem de células bacterianas não forem atingidos. Na versão anterior, a indústria deveria deixar de recolher o leite quando a média geométrica trimestral ficasse acima das 300 mil unidades formadoras de colônia por mililitros. Isso mesmo se o produtor atingisse a meta no último mês de análise.

– Se a última coleta foi boa, tecnicamente, é porque o produtor melhorou. Então não tem razão para que seja excluído – observa Leonardo Werlang Isolan, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária da superintendência regional do Ministério da Agricultura.

Mas é preciso ficar atento. Porque terá de manter o resultado abaixo do padrão até a próxima média. Para a indústria, as mudanças trazidas são positivas.

– Dão segurança para o produtor permanecer com indústria, sem prejudicar a continuidade da entrega do leite – explica Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat-RS).

A medida deve ajudar sobretudo pequenos produtores. Para Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), embora não atenda a todas as solicitações feitas, deve reduzir a quantidade de agricultores que não terão condições de se adequar às regras:

– Nessa questão da contagem das células bacterianas, a situação ficou melhor.

As novas instruções normativas foram publicadas no ano passado e entraram em vigor no final de maio de 2019. Antes, foram submetidas a consultas públicas para o recebimento de sugestões. O chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do ministério reforça que as regras são "de inclusão, e não de exclusão".

– Vêm para dar padrão mínimo de qualidade do leite. E as alterações feitas mostram que o ministério está aberto para modificações – completa Palharini.

No mês passado, o tema foi debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa e também motivou protesto em frente ao Piratini, na Capital.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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