CAMPO ABERTO – Vacina agora com nova dose

A discussão sobre a retirada da vacina contra a febre aftosa avança a passos largos no país e no Estado, que já sinalizou interesse em alterar seus status sanitário, hoje de livre da doença com a imunização. Mas enquanto a ação não se concretiza, a aplicação precisa estar na medida para atender às demandas do mercado.

Ontem, o Ministério da Agricultura publicou instrução normativa que estabelece nova dose, de 2 ml – atualmente, é de 5 ml. A alteração era um pedido antigo, mas ganhou força no ano passado, quando os Estados Unidos suspenderam as importações de carne bovina brasileira in natura após terem detectado abscessos que teriam sido provocados pela imunização.

– É uma medida importante, porque é muito elevado o percentual de animais que apresentam reação (à vacina), em torno de 10% a 20%. Acho que a vacina contra a febre aftosa vai continuar por um tempo – diz Gedeão Pereira, pecuarista e presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

A partir de agora, a produção da vacina deve seguir esse novo padrão. Mas enquanto durarem os estoques, continuarão a ser aplicadas as fórmulas existentes, de 5 ml. Segundo o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Bernardo Todeschini, "possivelmente neste ano a cobertura será feita com a dose antiga". As vacinas de 2 ml estão sendo testadas pelo Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Estado – portanto, ainda não estão no mercado.

– É preciso gerar a mesma imunidade com dose menor – pondera Todeschini.

O desejo para o futuro – e como determina planejamento traçado pelo ministério – deverá ser um Brasil livre da doença sem a vacina. Mas até lá, melhor calibrar a imunização, para evitar qualquer tipo de argumento sanitário por parte dos nossos compradores.

FOI PUBLICADA ontem, no Diário Oficial da União, a instrução normativa que traz as regras do Programa de Regularização Tributária Rural que trata dos débitos do Funrural. Os produtores têm até 28 de fevereiro para fazer a adesão à negociação que permite, entre outras coisas, o parcelamento em até 176 vezes.

COLHEITA AO ALCANCE DA MÃO

Com a expertise de quem tem mais de 600 tipos diferentes de sementes de hortaliças, a gaúcha Isla Sementes convidou formadores de opinião para uma colheita na estação experimental que fica em Viamão, na Região Metropolitana. Novidades que estão sendo testadas e lançamentos ficam ao alcance dos convidados. A coluna fez o teste e recomenda: vale a pena conhecer de perto itens como os minipimentões das variedades kalani, akamu e kaiki, que podem ser saboreados lá mesmo. Ou então, os tomates híbridos catania orange, com gosto bem doce.

A ação, realizada anualmente, contou ainda com três estações, onde os chefs Marcelo Schambeck, Vico Crocco e Leonardo Magnile prepararam pratos à base dos produtos da área de 18 hectares.

– Aqui a gente faz um pouquinho do que vai estar no mercado em breve. Temos de ensinar o brasileiro a comer hortaliça. O consumo diário por pessoa, de 132 gramas, ainda é pouco – afirma Cláudio Nunes, gerente de desenvolvimentos de produtos da marca.

Hoje, 50% do mercado da Isla é para a linha Horta Em Casa, voltada às pessoas que desejam ter a própria produção.

– Nos últimos cinco anos, ter uma horta passou da lista de desejos para algo que a pessoa "tem de fazer". O nosso principal input para o desenvolvimento de sementes vem do mercado. Por décadas, vinha da agropecuária. Mas hoje as plataformas digitais facilitaram muito o contato – garante Diana Werner, presidente da Isla Sementes.

A estação experimental está aberta a visitações. Interessados devem entrar em contato pelo e-mail relacionamento@isla.com.br.

Safra de vagas na lavoura

A produção do principal grão de verão no Estado, a soja, também faz brotar oportunidades de emprego. Segundo a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), há 239 vagas temporárias em 36 municípios. A função para a qual as agências do FGTAS/Sine estão selecionando é a de auxiliar operacional. Os pré-requisitos são Ensino Médio completo, CNH B, informática básica e disponibilidade de horários. Não é necessário ter experiência e o salário é de R$ 1,5 mil mais benefícios.

Para quem ficou interessado, basta ir pessoalmente a uma agência com carteira de trabalho em mãos ou acessar o aplicativo Sine Fácil do Ministério do Trabalho na Google Store.

14,9%

foi o crescimento no número de eventos de cavalos crioulos em 2017. Foram 1.063 registros entre provas e exposições organizadas pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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