CAMPO ABERTO – TODAS AS ALTERNATIVAS CONTINUAM NA MESA

O Estado reuniu ontem pela primeira vez o grupo de trabalho criado para buscar alternativas ao problema do 2,4-D. A impressão entre os presentes – representantes das culturas afetados pela deriva receberam o convite um dia antes – é de que houve um bom começo.

– As propostas apresentadas têm coerência, lógica. O que propusemos é que, aproveitando a presença dos integrantes, pensem em alternativas ao uso de herbicidas hormonais – diz Carlos Paviani, diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho.

Hélio Marchioro, conselheiro do Ibravin, entende que “todos os pontos levantados fariam parte de um programa de governo para a regulamentação de agrotóxicos” e que o modelo criado poderia vir a servir de referência, mas pondera:

– Não resolve o problema do 2,4-D que é pontual, emergencial. Reconhecendo a validade das medidas que podem ser construídas a partir do grupo de trabalho, os dois representantes mantêm, no entanto, a posição pela suspensão do 2,4-D, porque entendem que entre o planejamento e a implementação há um longo caminho.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente e do conselho superior da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Domingos Velho Lopes diz que a entidade segue contrária à suspensão, mesmo que temporária:

– Fazer isso com um produto que tem registro na Anvisa e nos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura seria um retrocesso.

Temos convicção de que a educação e as boas práticas agrícolas são suficientes para o êxito. Na próxima terça-feira, o Ministério Público, que tem inquérito aberto, realiza audiência. Presente na reunião de ontem, o promotor Alexandre Saltz afirma que “o governo tem propostas concretas”, embora talvez não sejam suficientes. Sobre eventual pedido de suspensão do 2,4-D, usado para  controle de ervas daninhas em lavouras de soja, pondera:

– Para mim, todas as opções estão na mesa, mas temos a responsabilidade de levar a busca de alternativas ao limite.

PREJUÍZO MILIONÁRIO NA SERRA

Será instalada na próxima segunda-feira a Frente Parlamentar em Apoio à Evolução do Status Sanitário Animal do Estado. O objetivo, segundo o presidente, deputado Ernani Polo (PP), é que possa servir de espaço para a articulação política necessária ao avanço da condição sanitária, não só em relação à febre aftosa.

À frente da presidência da Emater no período de transição, Iberê de Mesquita Orsi entregou ontem o cargo já com nova função definida. Vai para Brasília, onde será diretor do Departamento de Compras Públicas para a Inclusão Social e Produtiva Rural da Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania.

— NO RADAR

Será instalada na próxima segunda-feira a Frente Parlamentar em Apoio à Evolução do Status Sanitário Animal do Estado. O objetivo, segundo o presidente, deputado Ernani Polo (PP), é que possa servir de espaço para a articulação política necessária ao avanço da condição sanitária, não só em relação à febre aftosa.

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora