CAMPO ABERTO – Sementes de milho do Troca-Troca estão atrasadas

Cerca de 50 mil produtores familiares beneficiários do Programa Troca-Troca de Sementes seguem aguardando a liberação do produto para iniciar a safra de milho. O insumo para o plantio de 143 mil hectares deveria ter sido entregue até o último dia 20, quando começa o calendário de semeadura no Rio Grande do Sul. A área equivale a 19% das lavouras cultivadas com o cereal no Estado.

– O Troca-Troca é o único programa de fomento aos produtores de milho, criado há mais de 30 anos. Os prazos são os mesmos todos os anos – lamenta o deputado Elton Weber (PSB), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Milho.

Os produtores já pagaram 72% do valor das sementes, quando fizeram os pedidos nos sindicatos de 391 municípios. O restante do recurso é referente ao subsídio do governo. Há duas semanas, em encontro com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) demonstrou preocupação justamente em relação ao cronograma do programa.

Segundo o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, a autorização para entrega das sementes ocorrerá na próxima sexta-feira – quando o governo assinará o acordo com sindicatos, sementeiras e Badesul, instituição financeira responsável pelas operações.

– O atraso deve-se a questões que vão de documentações divergentes em sindicatos a avais exigidos – explica.

Segundo o secretário, o valor referente ao subsídio do governo já foi liberado e será empenhado até sexta-feira. No total, o Troca-Troca movimentará R$ 31,7 milhões.

– Calculamos que até a metade da próxima semana todos os produtores do Estado já estejam com as sementes para iniciar o plantio – estima Covatti Filho.

Sobre o atraso no pagamento referente ao programa do ano passado, vencido há quase dois meses, Covatti esclarece que o dinheiro está no caixa único e será liberado:

– Inclusive estamos trabalhando na remodelação do Troca-Troca, com a Secretaria da Fazenda, para que o dinheiro pago pelos produtores vá a um caixa separado, para ser repassado às sementeiras sem atraso.

JOANA COLUSSI – INTERINA

Fonte : Zero Hora

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