CAMPO ABERTO – SEMANA DECISIVA PARA A QUESTÃO DO 2,4-D NO ESTADO

Responsável por inquérito civil que apura problemas causados pela deriva do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul, o Ministério Público do Estado só deverá se manifestar sobre o tema após reunião na próxima sexta-feira, como antecipou a coluna. Na data, encontra-se com fabricantes do produto.

Ontem, reuniu-se com entidades que representam culturas afetadas pelo herbicida usado nas lavouras de soja. O grupo também foi convidado a estar no encontro do dia 31, que terá ainda a Iniciativa 2,4-D.

Valter Pötter, da Estância Guatambu e da Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha, diz que o promotor Alexandre Saltz reforçou que espera por retorno do governo do Estado até essa data:

– Se não houver nenhuma medida que contemple a solução do problema, encaminhará uma. Mas não houve sinalização no sentido de qual será. Nós ressaltamos a importância de decisão urgente sobre o tema.

Produtores de culturas como a da uva, da maçã e da azeitona entendem que só a suspensão do produto seria capaz de conter prejuízos, dando sobrevida à diversificação.

Em audiência pública no dia 23 de abril, o MP havia dado prazo de 30 dias para o Estado se manifestar. Após esse período avaliaria possibilidade de medida judicial. Na semana passada, o órgão adiou a posição para depois da reunião com as fabricantes.

– A expectativa é de que realmente se dê encaminhamento para a questão. Até porque, junho, quando se inicia a aplicação do 2,4-D, está aí – pondera Norton Sampaio, produtor, agrônomo e professor da Unipampa.

A Secretaria da Agricultura aposta em um desfecho que venha por meio do grupo de trabalho criado para tratar do assunto. A primeira reunião ocorreu no dia 18 de abril, quando foi apresentado pacote medidas para resolver o impasse criado com o uso do herbicida. Novo encontro ainda aguarda definição de data – no momento, subgrupos tratam do tema.

– Não existe uma única esfera. O MP está fazendo seu papel por meio desse inquérito. Para nós, o grupo de trabalho é o mecanismo de ação do Estado – observa Covatti Filho, secretário de Agricultura.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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