CAMPO ABERTO – SEM DATA PARA SAIR

Se as projeções otimistas eram de que a obra pudesse ficar pronta em 2018, agora, não há perspectiva de data para a dragagem de manutenção do porto de Rio Grande. A obtenção da licença ambiental, tida como questão de tempo, ficou complicada.

No último encontro dos dirigentes do porto com o Ibama foram feitas solicitações, como a de que seja elaborado estudo indicando três novos locais para depositar o descarte da limpeza. Um parecer do órgão ambiental apontou razões para a rejeição da área indicada: aparecimento de lama na praia do Cassino, descumprimento de condicionantes de licença de operação desde 2005 e manifestações contrárias de vereadores e setores da sociedade civil.

Um convênio foi firmado com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg), para a avaliação de novas opções.

– Estamos aguardando a definição, ainda que preliminarmente. De posse disso, iremos até o Ibama – explica Darci Tartari, diretor técnico da superintendência do porto, estimando que isso possa ocorrer até o final deste ano.

Ao mesmo tempo, o Ibama apresentou relação de oito exigências que precisam ser atendidas para a renovação da licença do porto como um todo.

Sem a dragagem de manutenção, Rio Grande corre o risco de, dependendo das condições meteorológicas, ter a saída de navios impedida, o que ocorreu mais de uma vez neste ano. Isso porque o canal de passagem está assoreado, não tendo a profundidade mínima para navegação.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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