CAMPO ABERTO – Secretaria da Agricultura avalia terceirização para repor vagas

Uma das hipóteses avaliadas pelo Estado para a reposição de funcionários do quadro da Secretaria da Agricultura – diante do grande número de aposentadorias solicitadas – é a da terceirização. A forma de preencher vagas que ficarão em aberto é discutida pelo titular da pasta, Covatti Filho, com a secretária de Planejamento, Leany Lemos, e com o governador Eduardo Leite.

– Serão cerca de 150 pessoas. O número real virá com o resultado da auditoria (do Ministério da Agricultura). Como são da área administrativa, poderemos buscar a terceirização – afirma o secretário.

A informação veio em meio às discussões sobre a possível retirada da vacina contra a febre aftosa (leia abaixo). O Estado aguarda o relatório parcial de auditoria realizada no mês de setembro por técnicos do ministério. Dessa avaliação, poderá vir o aval para que o Rio Grande do Sul deixe de vacinar o rebanho.

Outra medida acenada por Covatti Filho é a renovação da frota de veículos da pasta – cerca de mil unidades. A ideia, neste caso, seria substituir os mais antigos por aluguel de novos. Embora ainda esteja realizando levantamento sobre custos de manutenção, o secretário afirma que, em alguns casos, o valor de reparos seria maior do que a locação.

Para a Associação dos Fiscais Estaduais Agropecuários (Afagro), a carência na área administrativa é uma realidade. E existia antes mesmo do projeto de lei que altera as regras estaduais da Previdência – e que levou ao aumento de pedidos de aposentadoria. Até o momento, 303 servidores que atuam na Agricultura solicitaram o benefício.

– A área administrativa é o gargalo no momento. Tem muitos técnicos que deveriam estar no campo e ficam envolvidos com questões burocráticas. Mas o que preocupa é saber quais ações os terceirizados executariam. Por mais que seja atividade-meio, há acesso a informações que merecem cuidado – pondera Antonio Augusto de Medeiros, presidente da Afagro.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora