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CAMPO ABERTO – Retirada da vacina contra aftosa depende de melhorias

Técnicos da Secretaria da Agricultura se reuniram ontem com entidades de produtores para avaliar as exigências do Ministério da Agricultura para o Rio Grande do Sul deixar de imunizar o rebanho bovino e bubalino contra febre aftosa. Relatório do ministério sinaliza que o Estado tem condições de retirar a vacina, mas impôs 18 melhorias na estrutura de defesa agropecuária, como aumento de funcionários nas inspetorias do Interior, adequação dos sistemas e infraestrutura.

Entre as cláusulas estão a criação de 150 postos de trabalho nas inspetorias, o que deve impactar em até R$ 10 milhões ao ano. Também será preciso ajustar sistemas de informática e alterar normativas locais para adequar às regras federais. O Estado terá ainda de adquirir cem veículos para trabalharem no campo.

– O documento traz sinalização de que temos nota suficiente para sermos aprovados, mas com alguns condicionantes. Vamos nos preparar para que, quando houver decisão política e técnica, possamos avançar – explica o secretário em exercício da Agricultura, Luiz Fernando Rodriguez Junior.

Representantes da Federação da Agricultura do RS (Farsul) questionaram a capacidade de o Estado atender as demandas em prazo curto.

– Nos preocupam os prazos da licitação e os da vacina. Tem de ser uma operação casada, as condições que são repassadas pelo Estado e as recomendações exigidas pelo ministério – afirma Francisco Schardong, diretor administrativo da Farsul, explicando que a decisão final será dos 138 sindicatos, que se reunirão para definir a posição da entidade.

Rodriguez Junior garantiu que dois processos já estão em andamento para contratação de pessoal e aquisição de automóveis. O titular da pasta, Covatti Filho, participou da reunião por videoconferência e detalhou calendário de reuniões com produtores no Interior entre 14 e 16 de fevereiro. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) também promoverá encontros com as mais de 65 associadas.

Foi anunciada ainda visita da ministra Tereza Cristina ao Estado em 15 de fevereiro para alinhar com o governador e a Secretaria da Agricultura. A expectativa é de que a decisão sobre a vacina saia em março.

karen.viscardi@zerohora.com.br

KAREN VISCARDI – INTERINA

Fonte : Zero Hora

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