CAMPO ABERTO – Resistência e agilidade

Para chegar ao pódio do Crioulaço, prova de laço da raça crioula, os competidores passaram por mais de 55 horas de peleia no parque Assis Brasil, em Esteio, até a madrugada de ontem. E também precisaram se adaptar às temperaturas altas, já que esta é a primeira vez que a decisão ocorre em pleno verão.

– A mudança foi feita porque as finais anteriores eram na entrada do inverno e sempre chovia – afirma Fabio Avila, integrante da subcomissão de laço da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Os laçadores João Adam (D, na foto) e Dieisson Rodrian Camargo da Motta mostraram suas habilidades e levaram para casa o título de campeões da Força A, principal categoria da modalidade. Eles celebraram a vitória acompanhados das éguas Faceira do Rio da Mata e Divina da Morada do Vale. No total, foram 18 categorias.

– A associação prioriza o bem-estar animal. As mangueiras eram cobertas por sombrites, o gado, banhado diariamente, corria dia sim e outro não. Além disso, os cavalos são muito bem preparados – explica Avila.

O número de inscritos para a final cresceu 23,2% em relação a 2018. A expansão também se verificou no número de animais registrados no país em 2019, que chegou a 439,43 mil exemplares, alta de 3,09% sobre o ano anterior.

karen.viscardi@zerohora.com.br

KAREN VISCARDI – INTERINA

Fonte : Zero Hora

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