CAMPO ABERTO – Reformas no corpo e na alma da Emater

Não é só a sede física da Emater, em Porto Alegre, que deve passar por reparos. O prédio, no bairro Menino Deus, está em obras, depois do incêndio que destruiu parte da estrutura em 2018. A organização também terá ajustes, como adiantou a coluna.

Um deles será o quadro de funcionários, que hoje soma 2,1 mil pessoas. Um Plano de Desligamento Incentivado já foi aprovado, mas ainda não saiu do papel porque depende de recursos do Estado para que possa ser executado. A proposta prevê redução de 318 vagas e recebeu aval do conselho técnico e administrativo do órgão.

Ontem, em nova reunião sobre o tema, ficou definido que agentes das áreas financeiras da Emater e da Fazenda sentarão juntos para fazer nova avaliação.

– Nosso gargalo chama-se orçamento. É uma situação diante da qual temos de buscar alternativas – afirma o presidente Geraldo Sandri.

Atualmente, 80% dos gastos anuais são com folha de pagamento. Outros 20% com custeio, que já passou por modificações. O convênio firmado com o governo estadual é a fonte de cerca de 70% dos recursos. Há ainda chamadas públicas da União e acordos com municípios.

O fato é que o orçamento vem encolhendo: em 2018, R$ 205,7 milhões, em 2019, R$ 167 milhões. Para 2020, acordo para o primeiro semestre garantiu R$ 90 milhões. Há ainda a renovação da filantropia, que vence em março. Definições importantes para quem faz e para quem recebe assistência nos 497 municípios do Estado.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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