CAMPO ABERTO – REABERTURA DOS EUA É COISA PARA O PRIMEIRO SEMESTRE

Com comitiva técnica dos Estados Unidos esperada para os próximos 90 dias, a indústria brasileira aposta que a retomada das exportações de carne bovina in natura saia ainda no primeiro semestre. Desde junho de 2017, os embarques estão suspensos.Oargumento americano é sanitário. Na ocasião do embargo, foram identificados abscessoscausados pela aplicação da vacina contra a aftosa. Antonio Jorge Camardelli, presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), avalia que a visita feita pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi muito positiva para as negociações de reabertura de mercado.Odirigente diz que ela fez o que era possível, neste momento, uma vez que a lei americana recomenda nova vistoria em razão do período da suspensão, superior a um ano: – A ministra nem poderia ter voltado de lá com a retomada. A visita foi extremamente benéfica. Oanúncio da data da missão ainda não saiu mas,segundo representantes do setor, é apenas uma questão de tempo,com a visita devendo ocorrer dentro de 90 dias. – Posterior à visita, aguardamos a reabertura desse mercado no primeiro semestre – projeta Camardelli. É claro que, para voltar a fazer negócios com o Brasil, o governo americano também precisará administrar o público de pecuaristas, que fazem pressão para manter as portas fechadas. Na semana passada, em meio à visita aos EUA, a Associação de Criadores de Gado (USCA, na sigla em inglês) emitiu nota em que diz se opor“fortemente ao comprometimento da saúde do rebanho bovino doméstico em prol do aumento das exportações de carne bovina, especialmente de um país marcado por escândalos”. Para produtores e frigoríficos do Brasil, esse mercado é importante por vários motivos. Um deles é a melhoria na equação do aproveitamento de carcaça.Oconsumo nacional é, na maior parte, de cortes do traseiro. A preferência dos americanos é pela dianteira – a carne costuma ser usada na produção de hambúrguer. Fica agora a expectativa de que as projeções se confirmem. Lembrando que o embargo motivou mudança na vacina contra aftosa, que passará a ser de 2 ml e sem saponina. O objetivo é reduzir a formação de abscessos que resultam da reação vacinal.

A COLHEITA DE ARROZ CHEGOU A 35,5% DA ÁREA TOTAL SEMEADA, SEGUNDO DADOS DO INSTITUTO RIO GRANDENSE DO ARROZ (IRGA). A PLANÍCIE COSTEIRA EXTERNA (QUE ENGLOBA CAPIVARI DO SUL, MOSTARDAS, PALMARES DO SUL, SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA, TORRES E VIAMÃO) É A REGIÃO ONDE OS TRABALHOS ESTÃO MAIS AVANÇADOS, COM QUASE METADE DA ÁREA JÁ COLHIDA. EM PRODUTIVIDADE, OS MELHORES RESULTADOS TÊM SIDO REGISTRADOS NA FRONTEIRA OESTE, COM 8.192 QUILOS POR HECTARE.

NO RADAR

Começa hoje treinamento de fiscais estaduais agropecuários da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Neste primeiro momento, serão qualificados 22 profissionais. Até abril de 2020, serão 165. Os recursos são do Fundesa, com participação da Secretaria da Agricultura.

TOQUE DA EXPERIÊNCIA

As novas exigências do mercado relacionado ao agronegócio fazem crescer a procura porprofissionais mais experientes e qualificados.Especializada no recrutamento de executivos demédia e alta gestão, aMichaelPage registrouaumento de40% na contratação de gestores “mais sêniores” – acima de 40anos –no ano passado emrelação a 2017. –Abusca por executivos com mais bagagem deve ser tendência para os próximos anos para todas aquelas companhias que pretendem se posicionar estrategicamente no mercado. Quem não acompanhar, corre o sério risco de ficar de fora desse movimento de expansão do segmento – avalia LucasToledo, diretor da Michael Page. Entre as caraterísticas buscadas estão a capacidade de liderar grandes projetos de expansão e formação qualificada, considerada “condição básica para entrarno radar deum consultor”, observa o diretor. As posições mais requisitadas vieram das áreas de finanças (35%), vendas (33%), operações (20%), e recursoshumanos (12%).As funçõesmais buscadas eram para gestores deTI,de fazenda, coordenadores agrícolas, controller, analista de FP&Ae administrativo, representante técnico de vendas, diretor comercial e business partner-RH, com salários que variamdeR$ 3 mil aR$ 40 mil.

Fonte : Zero Hora