CAMPO ABERTO – PRODUTO NÃO FICARÁ MAIS CARO

Uma das principais indústrias do Estado, a CCGL, com sede em Cruz Alta, no Noroeste, pode processar até 1,7 milhão de litros de leite, mas ontem trabalhava com 20% da capacidade. Hoje, poderá parar por completo.

– A oferta estava estabilizada. Vendíamos o que produzíamos. Alguns pontos de venda ficarão sem o produto – avalia Caio Vianna, presidente da CCGL.

O dirigente afirma que o consumidor final não será onerado.

Na Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, na Serra, o volume de leite recolhido era suficiente apenas para 12 horas de trabalho. A Lactalis estava com 90% da captação comprometida.

– A tendência é de desabastecimento, sim – afirma Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis do Brasil.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu solução imediata ao bloqueio das rodovias. Em nota, o presidente da entidade, joão martins, diz que "a reivindicação por preços de combustíveis mais justos e previsíveis é correta, mas as perdas causadas pela greve estão ficando insustentáveis e fora de controle". Ele acrescenta que o produtor sofre "duplamente nesta crise". Embora muitos sindicatos rurais estejam apoiando as manifestações, ainda não há orientação das federações de agricultura neste sentido.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora