CAMPO ABERTO – PROCESSOS NOS EUA TÊM CUSTADO CARO À ALEMÃ BAYER

No capítulo mais recente das batalhas judiciais travadas contra a Bayer nos Estados Unidos, a empresa foi condenada a pagar indenização bilionária a casal que associa o câncer com o uso do herbicida glifosato. E o custo dessa decisão para a multinacional alemã vai bem além dos US$ 2 bilhões do caso. Ontem, as ações da empresa abriram com queda de 5% na Bolsa de Frankfurt, recuperando-se em parte ao longo do dia e encerrando com recuo de 2,02%. Mas o índice de fechamento, 55,33 euros, é o menor desde 28 de junho de 2012.

A situação preocupa tanto que, no mês passado, em assembleia da companhia, acionistas criticaram a compra da Monsanto. O negócio anunciado em 2016 foi concretizado no ano passado. E, se a marca americana trouxe portfólio consolidado na produção agrícola – é dela a inovação da biotecnologia da soja transgênica que durante anos reinou sozinha no mercado – como grande ativo, também levou para o quintal da Bayer o ônus dos processos judiciais movidos nos EUA. As ações têm relação com o glifosato (no caso, da Roundup, marca comercial da companhia).

Em nota, a empresa se disse decepcionada com o veredito mais recente e afirmou que vai recorrer, como era de se esperar que fizesse. Acrescenta que a decisão da Justiça "conflita diretamente com revisão publicada pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA no mês passado" e com o "consenso entre as mais importantes agências reguladoras de saúde de que produtos à base de glifosato podem ser usados de maneira segura e que não são carcinogênicos, além de 40 anos de extensa pesquisa científica sobra as quais as decisões favoráveis desses órgãos são tomadas".

No Brasil, o glifosato, considerado essencial para a produção agrícola do sistema de plantio direto, passa por reavaliação toxicológica pela Anvisa, que teve início em 2008.

O parecer técnico foi concluído, com a recomendação da manutenção das vendas. No documento emitido, técnicos pontuam que o princípio ativo "não apresenta características mutagênicas, teratogênicas e carcinogênicas, não é desregulador endócrino e não é tóxico para a reprodução".

No momento, a Anvisa está com período de consulta pública sobre o tema aberto.

PISTA ABERTA

Com a abertura hoje dos portões do parque Assis Brasil, em Esteio, para a 42ª Expoleite e a 15ª Fenasul tem início também a disputa de mais uma classificatória do Freio de Ouro. Nessa etapa, entram em pista 94 conjuntos. Eles buscam uma das 16 vagas para a final da competição, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos e que ocorre na Expointer.

A seletiva é uma das atividades que integram a programação das feiras, que conta ainda com provas do cavalo árabe, rodeio e multifeira, com direito a cerveja artesanal e Pub do Queijo. A ideia é "chamar" o público urbano para participar dos eventos que começaram como vitrine da produção de leite do Estado.

Da disputa do cavalo crioulo, a quarta classificatória do atual ciclo, participam animais estreantes ou que já tenham participado de outras seletivas. A expectativa é de que, além da qualidade dos conjuntos que entrarão em pista, o tempo também contribua.

– Esperamos que as condições climáticas não atrapalhem e ajudem a termos um evento brilhante – projeta Mateus Gularte Silveira, vice-presidente de Eventos da ABCCC.

Vale lembrar que a entrada no parque em Esteio é gratuita e a programação dos eventos segue até o domingo, dia 19.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte :Zero Hora