CAMPO ABERTO – PRESSA DE UM LADO, CAUTELA DE OUTRO

Se parlamentares da base têm pressa em angariar apoio para o projeto de lei do Funrural, há deputados que querem tempo para avaliar o texto apresentado por Zé Silva (SD-MG) e Nilson Leitão (PSDB-MT). A proposta veio depois que medida provisória caducou e tem como base o relatório da deputada Tereza Cristina (sem partido-MS). Algumas emendas que vinham sendo negociadas como a concessão de crédito para produtores que estão em dia com os pagamento dos financiamentos de terra acabaram não entrando.

O governo tentava colocar o texto em votação ainda ontem – houve requerimento de urgência. Mas o mais provável é que a apreciação fique para a próxima semana, já que quinta-feira costuma ter baixo quórum no Congresso Nacional.

– O PSB não dará acordo para votar nesta semana. Acho que tem muita coisa, temos de ouvir todo mundo, para não votar nas coxas – entende Heitor Schuch (PSB-RS).

Ele diz ter recebido solicitações de mudanças no texto do PL por parte da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS). Valdecir Folador, presidente da Associação dos Criadores de Suínos do RS (Acsurs), também entende que há necessidade de fazer modificações:

– É preciso distinguir o produtor rural pessoa física do pessoa jurídica, para ter tratamento diferenciado.

O PT havia se mostrado disposto a avaliar o PL se o governo incluísse emenda referente ao crédito fundiário. O deputado Elvino Bohn Gass (PT-RS) disse que seguirá brigando para que esse item seja incluído agora, mas que, de toda forma, há um compromisso do Planalto em contemplar a questão.

É preciso separar, no entanto, pedidos que remontam a discussões antigas dos que poderão ser aceitos na negociação pela aprovação do projeto de lei. A hora é de barganha, mas isso não significa retomar debates que já haviam sido superados.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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