CAMPO ABERTO – "Precisamos ter garantia da sustentabilidade das finanças"

Depois de três meses de indefinição, a Emater conheceu ontem a nova diretoria. O novo presidente, Geraldo Sandri, 53 anos, assume por indicação do PP, que comanda a Secretaria da Agricultura. Também foram confirmados os diretores administrativo e técnico (leia mais abaixo). Natural de São Marcos, Sandri tem formação em Administração, MBA em Gestão Empresarial em Agronegócios, pós-graduação em Finanças e mestrado com foco em liderança. Atuou como administrador do Banco do Brasil por 15 anos, já foi vereador e disputou em 2016 a prefeitura municipal da cidade da Serra. Na tarde de ontem, ele conversou com a coluna. Leia trechos da entrevista.

Como chegou o convite para ser presidente da entidade?

Meu nome foi ventilado pela Secretaria da Agricultura, pelo Covatti Filho. Veio o meu currículo para cá (Porto Alegre) e, hoje (ontem), o governador nos chamou. Acredito que tenha sido também por questão de afinidade, de alinhamento de gestão, por pensarmos parecido, e pela questão curricular. Faremos um trabalho bem focado, dentro das dificuldades que são apresentadas. Entendo que o alinhamento seja essa ideia de parcerias, com mais atuação público-privada, de resultados, de chegar até eles mobilizando as pessoas. Essa questão de experiência com pessoas, creio que me ajudou também. Tudo isso foi apresentado. Teve análise curricular, não foi só por afinidade política. Nos 15 anos em que fui administrador do Banco do Brasil, trabalhamos ligados com a Emater todos os dias.

Quais as diretrizes recebidas do governo em relação à Emater?

Uma diretriz que já é de conhecimento público: em qualquer empresa hoje há necessidade de inovação, com investimentos que deem resultados sem perder qualidade. Através da mobilização de pessoas, da tecnologia de ponta, para que nos ajude, às vezes, com o mesmo número de pessoas, a conseguir resultados melhores. Quero registrar a boa administração feita pela gestão anterior da Emater, pelos ajustes que já vêm sendo feitos. Tenho de reconhecer que muitas ações já foram tomadas, e nós pretendemos aprimorá-las.

Como pretende administrar o corte de recursos do governo do Estado, cujo convênio com a Emater é a principal fonte de receita e da qual depende o pagamento da folha dos servidores?

Estamos tomando pé da situação, dos números, vamos fazer análise bem detalhada. Vamos buscar esse capital intelectual e humano que a Emater tem para nos ajudar a pensar. De cara, já vislumbramos aumento de parcerias, garantia também de que esses recursos públicos sejam repassados em dia. Estamos analisando, para propor em conjunto com a equipe, as medidas necessárias para que a sustentabilidade das finanças seja implantada. Que eu pense não só no hoje, mas também no dia seguinte, no ano seguinte, para cinco anos, como já existe um planejamento estratégico de cinco anos da Emater. Precisamos ter garantia da sustentabilidade dessas finanças.

Eficiência na extensão rural

Há 19 anos na Emater, o engenheiro agrônomo e mestre em Agronomia Alencar Rugeri chega pela segunda vez à diretoria técnica. Nos últimos oito anos, era assistente técnico estadual.

– Quanto mais as dificuldades vão aparecendo, mais eficiente o produtor tem de ser. Os desafios internos e externos reforçam essa necessidade – diz.

Instrumento fundamental

O advogado Vanderlan Vasconselos foi indicado pelo PSB à diretoria administrativa. Ex-prefeito de Esteio, foi vereador, suplente de deputado estadual, diretor da Ceasa e superintendente de Portos e Hidrovias.

– Depois da BM, a Emater é a maior estrutura de ramificação. É hora de somar forças para superar os desafios.

ENTREVISTA | GERALDO SANDRI, Presidente da Emater

Fonte : Zero Hora