CAMPO ABERTO – Parque de máquinas

A julgar pelo movimento nos estandes, a 42ª Expointer deve mesmo terminar com negócios em alta, como projetam organizadores. Otimismo alimentado por sinais vindos do parque Assis Brasil, em Esteio, e do mercado. A melhora do preço da soja em reais, nas últimas semanas, decorrente da variação cambial e dos prêmios de exportação pagos pelo produto brasileiro, é um deles. Esse fator é visto como estímulo extra.

O ápice dos negócios em Esteio costuma ser de terça a quinta-feira, o que faz de hoje o "dia D".

Diretor de vendas da Massey Ferguson, Eduardo Nunes diz que há procura acima da expectativa por plantadeiras e tratores de médio e grande porte. A marca – que pertence à AGCO, ao lado da Valtra – chegou com estimativa de crescer entre 10% e 12% em relação ao ano passado.

– A gente vê que há planejamento para a aquisição. Saímos do mercado expansionista para o de renovação de frota – diz Nunes.

A John Deere também percebe cenário de expansão no faturamento durante a exposição. Rodrigo Bonato, diretor de vendas no Brasil, pontua que o agricultor passou a procurar pacotes tecnológicos:

– Essa feira é importante porque é a primeira após a divulgação do Plano Safra.

Com fatia de 50% do total de financiamentos das marcas Case IH e New Holland, o banco CNH, das próprias montadoras, vislumbra possibilidade de encerrar a Expointer com alta de 10%, acima dos 5% projetados para o ano. Márcio Contreras, responsável pelas áreas comercial, de marketing e seguros, aponta outra razão para essa estimativa:

– O governo dá sinais de que nos próximos anos pode diminuir subsídio para investimentos.

Apesar do bom desempenho esperado para a feira, o segmento teve recuo de 3,4% no ano, segundo a Anfavea.

Colaborou Joana Colussi

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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