CAMPO ABERTO – PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA PARA REFORÇAR SEGURANÇA

A proposta ainda é incipiente, mas produtores do Estado poderão formar uma espécie de parceria público-privada para reforçar a segurança no campo. A ideia apresentada pela Federação das Associações Brasileiras de Criadores de Animais de Raça (Febrac), durante a 42ª Expoleite e 15ª Fenasul, é para videomonitoramento das estradas de acesso às propriedades.

Os termos ainda estão sendo acertados e o projeto em si construído, mas a entidade já solicitou agenda com a Secretaria de Segurança Pública.

– Estamos vendo as especificidades técnicas e os custos envolvidos, para então mobilizar os criadores, com o projeto pronto – explica Leonardo Lamachia, presidente da Febrac.

Entre os itens a serem verificados está a viabilidade de que as câmeras instaladas se comuniquem com o sistema inteligente das forças policiais. Outra ideia seria a criação de linha de crédito específica para atender produtores interessados em instalar os equipamentos.

Essas e outras propostas foram tratadas ao longo do final de semana no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. No sábado, o governador em exercício e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, almoçou com os organizadores da Expoleite e da Fenasul. E ouviu um pouco das questões relacionadas à segurança no campo, assunto que também foi tema de seminário na sexta-feira.

Hoje, o Rio Grande do Sul conta com três delegacias especializadas no combate a crimes rurais: nos municípios de Bagé, Cruz Alta e Santiago. Outras duas foram criadas em Camaquã e Rosário do Sul, mas ainda aguardam instalação.

O fortalecimento de combate aos problemas enfrentados no campo começou no final de 2016, com a criação de uma força-tarefa. Em agosto de 2017, no governo Sartori, foram abertas as delegacias.

Um comparativo dos números da Secretaria de Segurança Pública mostra que houve resultados desde então. No primeiro quadrimestre de 2016, os casos de abigeato registrados no Estado chegavam a 3.179. Neste ano, somaram 1.498 no mesmo período, redução de 52%.

Para fortalecer a força-tarefa, criadores também estudam a possibilidade de fazer leilão de animais na próxima Expointer com a renda revertida para a aquisição de equipamentos para as forças policiais.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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