CAMPO ABERTO | PARADA NADA ESTRATÉGICA

Com a gasolina de aviação (avgas) escasseando no país, a luz amarela acendeu para atividades que têm neste momento etapa crucial da pulverização aérea. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a falta do produto ocorre desde dezembro.

O Brasil tem 2.115 aeronaves agrícolas. Metade utiliza o avgas. No RS, segunda maior frota, a maioria dos aviões usa a gasolina especial. Segundo o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, ao buscar explicação para o problema, a entidade foi informada de que a unidade da Petrobras de Cubatão, onde o combustível é processado, está em manutenção. A estatal diz que avisou os clientes da parada e que está importando o derivado para atendê-los.

– Por causa de espaço, o pessoal não faz grandes estoques. Muitos foram comprar e não acharam o produto – diz Colle.

A preocupação é reforçada porque a falta ocorre no momento da pulverização. Colle explica que, nas lavouras de arroz, não é possível a aplicação por terra. A estimativa é de que, para abastecer os aviões na safra, sejam necessários 20 milhões de litros de gasolina para aviação – 25% na produção gaúcha.

Presidente da Federarroz, Henrique Dornelles ainda não enfrentou o pro­blema, mas diz que a situação preocupa:

– Estamos no pico do período de aplicação. No caso do arroz, ureia é determinante para a produtividade.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora