CAMPO ABERTO – PACOTE ANTIDERIVA

São sete as propostas que a Secretaria da Agricultura construiu, com a ajuda de seus técnicos, na tentativa de estancar os problemas causados pelo herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul. Nenhuma delas trata da suspensão. Há iniciativas de curto, médio e longo prazo.

A primeira das ideias é também a mais simples: replicar o treinamento do Programa Deriva Zero, conduzido hoje pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), para o Estado.

A segunda é criar, a exemplo do que já é feito pela Defesa Civil, um sistema de alerta, via mensagem de texto no celular, das condições meteorológicas adversas para a aplicação do 2,4-D.

Outro ponto deverá ser a criação de regulamentação para a aplicação terrestre de agrotóxicos. Hoje, somente existem normas para a pulverização aérea.

– O Rio Grande do Sul seria o primeiro Estado a ter esse regramento – observa o secretário da Agricultura, Covatti Filho.

Para chegar à normatização, talvez se leve mais tempo do que há no atual calendário da safra agrícola. Ou seja, poderá ser coisa para o próximo ano.

Por fim, a sugestão que talvez seja a mais ousada: criar um fundo de indenização, que deverá ser financiado pelas empresas que vendem o herbicida.

A definição dos detalhes práticos do pacote dependem, claro, de como o Ministério Público e as entidades diretamente envolvidas na questão irão reagir. A primeira reunião do grupo de trabalho deverá sair, finalmente, na próxima semana, passado mais de um mês desde a sua criação.

— —

Depois de longa espera, produtores da feira ecológica do Menino Deus reuniram-se ontem com o secretário da Agricultura, Covatti Filho.

E manifestaram preocupação com a proposta da pasta para que produtos convencionais sejam oferecidos em outros dias da semana. A feira de orgânicos é quartas e sábado.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *