CAMPO ABERTO – OLHAR À PRODUÇÃO

Levantamento feito pela Emater em todos os 497 municípios gaúchos sobre o setor leiteiro confirmou que há produtores abandonando a atividade. Somente entre os que entregam diretamente à indústria, a redução é de 22% em relação a 2015, quando foi feito estudo anterior. Se analisados apenas os que têm produção de até 50 litros de leite por dia, a variação é ainda maior: 42%. Aliás, o único estrato que registrou aumento foi o de mais de 2,5 mil litros por dia, que representa parcela pequena – 0,3% do total.

A queda entre os que tiram pouco volume pode indicar que o agricultor mudou de faixa, ampliando a produção diária. No geral, a diminuição do número de produtores de leite ocorreu por uma série de motivos.

– Tem a questão de preço e de custo de produção, mas há ainda a falta de mão de obra e a ausência de um sucessor na propriedade. Por um lado, tem o aumento das exigências da indústria, mas há, também, deficiências internas da propriedade – avalia Jaime Ries, zootecnista da Emater, responsável pelo estudo.

O recuo nos valores acima do habitual para o período de safra (agosto e setembro são pico de produção) agrava a situação.

– Precisamos saber o que estão fazendo essas famílias que saíram da atividade – afirma Pedrinho Signori, diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).

A redução não foi somente no número de produtores. Houve encolhimento do rebanho, de 9,5%, e da produção, de 2%.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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