CAMPO ABERTO – O que pode levar o Brasil a novo recorde nas exportações de carne

A pouco mais de quatro meses do fim do ano, indústrias de aves e de suínos brasileiras têm uma certeza: este será um ano de exportações em alta. E uma dúvida: se esse crescimento será capaz de trazer novo recorde, superando o melhor período da história, que foi 2016. Estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta avanço de até 5% nos embarques de frango e de até 12% de carne suína (veja ao lado). Dirigentes são categóricos ao afirmar que o bom momento está ligado ao apetite extra vindo da China e de outros países da Ásia, em razão do surto de peste suína africana no continente.

– Temos abertura de espaço para proteína animal como um todo, porque em muitos casos, para atender à demanda, há substituição por outra carne que não a suína – diz Francisco Turra, presidente da ABPA.

O tamanho real da fome chinesa ficará mais claro a partir de outubro, quando projeta-se que os estoques internos do país asiático começarão a dessparecer, obrigando o reforço do prato com produção de outros países.

– A previsão é conservadora. Os imponderáveis podem fazer com que os resultados sejam melhores – acrescenta o vice-presidente Ricardo Santin.

É uma referência ao fato de a China poder comprar mais do que se prevê. Ou ampliar o mix de produtos. Outra possibilidade é de liberar mais frigoríficos brasileiros para exportação. Todos fatores que podem alterar o placar final.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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