CAMPO ABERTO – O PESO DO TEMPO

Sob mau tempo, as lavouras de trigo do Rio Grande do Sul foram encolhendo ao longo do ciclo e a redução de volume em relação a 2016 poderá chegar a 50%. Essa é a estimativa do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro), Paulo Pires. Com 78% da área colhida, segundo a Emater, o panorama da cultura começa a se consolidar: será ano de produção menor e baixa qualidade.

– Minha previsão é de que o número final seja entre 1,3 milhão a 1,4 milhão de toneladas. Mas o grande problema é a queda na qualidade – afirma Pires.

Ontem, levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a produção gaúcha. Agora, a estimativa é de 1,53 milhão de toneladas, redução de 38,4% em relação ao ano passado. Na pesquisa do mês passado, o órgão apontava volume de 1,79 milhão de toneladas.

O tempo prejudicou a cultura do início ao fim. Depois de começo com excesso de umidade, seguiu-se período de falta de chuva. E, quando a lavoura estava pronta para a colheita, as precipitações em excesso retornaram.

– Além de reduzir o volume, o clima também impactou a qualidade – observa José Bicca, superintendente substituto da Conab no RS.

Também houve ajuste nas projeções para a safra de verão. O mesmo excesso de chuva atrasou o plantio do arroz e fez a Conab reduzir dados referentes à área plantada, indicando recuo de 2,6% em relação ao ano passado e produtividade inferior.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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