CAMPO ABERTO – Novo modelo

O terminal de arroz (foto) no porto de Rio Grande já não é mais da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), em processo de extinção. Desde o último dia 10, a superintendência do porto assumiu a estrutura. E, com a Secretaria da Agricultura, elabora projeto para transformação das instalações antigas e outras que ficam no entorno no que está sendo chamado de terminal logístico do arroz (TLA).

– As diretrizes são para que seja de uso exclusivo de embarques do cereal. A ideia é que a gente consiga sair do modelo atual, precário, para um que consiga baixar custo da logística e melhorar qualidade da certificação do produto – diz o superintendente do porto, Fernando Estima, lembrando que 90% da produção gaúcha, a maior do país, sai por Rio Grande.

Neste momento, há tratativas com a Secretaria Nacional de Portos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para que seja aberto chamamento público para contrato transitório, por seis meses, podendo ser prorrogado por igual período. É destinado a interessados na operação imediata e na apresentação de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A projeção é de que isso seja feito no primeiro trimestre do próximo ano. A segunda etapa será a licitação definitiva, com concessão por 25 anos. Está prevista para ser concretizada dentro de seis meses a um ano.

– Vejo com otimismo, porque precisamos modernizar o terminal e dar a ele a importância que deve ter para garantir os embarques de arroz. Isso nos trará maior competitividade e facilitará o processo de exportação – avalia Alexandre Velho, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz).

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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