CAMPO ABERTO – NO RADAR

Com as operações interditadas na última semana na unidade de Bagé, a Marfrig manifestou, por meio de nota, que "aplica rígidas normas de segurança no ambiente de trabalho" e que "está adotando todas as medidas necessárias". A suspensão das atividades ocorreu na última sexta-feira, em nova etapa da força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Trabalho que fiscaliza as condições nos frigoríficos do Estado.

No momento em que o Rio Grande do Sul começa a semear a safra de soja 2018/2019, a discussão sobre a adoção do vazio sanitário e o estabelecimento de data-limite para o plantio volta à tona. Os debates começaram em razão da resistência nas lavouras aos produtos usados no controle de pragas e doenças. A iniciativa cabe à Secretaria da Agricultura. Dos grandes produtores do país, o Estado é o único que não tem vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias sem soja viva no campo).

– A resistência é um fato, e essas estratégias se fazem necessárias. A indústria sinaliza que não há previsão de lançamento de novas moléculas – afirma Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura.

Ele estima que, no ciclo 2019/2020, as mudanças entrem em vigor.

– Do ponto de vista técnico, somos a favor, agora veremos o que o produtor tem a dizer – observa Luis Fernando Fucks, presidente Aprosoja-RS.

Falta consenso quanto à data máxima para plantio (há regiões em que produtores fazem duas safras) e ao controle das plantas espontâneas de soja.

– A pesquisa e o campo já nos mostraram com clareza a necessidade de implantar essas medidas – reforça Jairo Carbonari, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do ministério no Estado. RECOMEÇO

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora