CAMPO ABERTO – NO RADAR

A 6ª Edição do Simpósio da Ciência do Agronegócio está marcada para os dias 25 e 26 deste mês. O evento, que tem como tema Serviços Ecossistêmicos no Agronegócio, será realizado na Faculdade de Agronomia da UFRGS, em Porto Alegre. Informações: ufrgs.br/cienagro.

A evolução do plantio de arroz no Rio Grande do Sul vem esbarrando no excesso de umidade. Levantamento mais recente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) mostra que, embora semelhante à evolução da safra passada (quando também houve alteração no ciclo), na maior parte das regiões há atraso do percentual semeado em relação a outros anos.

A Fronteira Oeste totalizou 33,67%, ante 44,52%. A Planície Costeira Externa é a única que avançou mais agora do que na safra 2017/2018, somando 11,03%.

– Estamos atrasados pelo clima. Mas o que mais preocupa são as previsões daqui para frente – afirma Maurício Fischer, diretor técnico do Irga.

Os prognósticos indicam janelas mais curtas de tempo seco, o que poderá impor ritmo ainda mais lento ao plantio da cultura. A largada tardia impacta em todo o ciclo. E pode comprometer o rendimento. É importante chegar ao desenvolvimento reprodutivo quando há dias mais longos e maior luminosidade.

– Historicamente, as melhores produtividades são de arroz semeado em outubro. Quanto mais atrasa, mais vamos perdendo a luminosidade ideal. Salvo exceções, como a da última safra – pontua Fischer.

Em 2017/2018, apesar do descompasso do ciclo, os produtores foram brindados com calor e luminosidade no período necessário.

A intenção de plantio indica redução de 70 mil hectares de arroz em relação ao período anterior. PELO TEMPO

BOM

Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC)

Engenheiro agrônomo de formação, Francisco Fleck (foto), 51 anos, acaba de tomar posse como presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Ficará à frente da entidade no período 2018/2020. Proprietário da Cabanha Gravatá, de Gravataí, já vinha atuando na diretoria da entidade. Ele conversou com a coluna sobre os planos para sua gestão. Confira trechos da entrevista.

Quais são as próximas fronteiras do cavalo crioulo?

Temos trabalho de expansão no Brasil, que continuará. Também focaremos no crescimento de provas esportivas e de usuário. E estamos formatando projeto de fortalecimento do crioulo na modalidade de rédeas, que pode dar visibilidade mundial à raça. A ideia é levar potros para competir nos Estados Unidos. As propriedades formarão fundo de financiamento para bancar a participação. A entidade terá papel na organização e seleção dos animais, por meio da prova Rédeas de Ouro.

A valorização do crioulo atingiu o teto?

Acho que não, tem muito a crescer, principalmente entre os animais do Freio de Ouro. Precisamos ressaltar que o que permite termos cavalo capaz de competir em nível mundial é a seleção feita na prova. O Freio é a grande ferramenta de seleção.

Como será o cavalo do futuro da raça?

Ficará cada vez mais bonito e funcional. É o grande mérito do Freio, ser uma seleção integral. A prova evitou que se criassem duas linhas de cavalo: um bonito e outro funcional.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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