CAMPO ABERTO – NO MEIO DO CAMINHO

Representantes do porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, fizeram apresentação, ontem, sobre as potencialidades do local como hub logístico para produtos do agronegócio gaúcho. Missão brasileira deverá visitar a região no início de 2018.

Entre os presentes na reunião-seminário, na Capital, houve quem ficou com uma ponta de frustração. A ideia inicial era de que Las Palmas permitiria que o produto chegasse ao continente africano sem a necessidade de pagamento de taxas. Mas isso não é possível. Para ficar livre dos impostos, seria necessário fazer o beneficiamento no local.

FICOU PARA A PRÓXIMA SEMANA A VOTAÇÃO DO PROJETO DE LEI QUE CRIA A ROTA DAS CERVEJEIRAS NO ESTADO. EMBORA ESTIVESSE NA ORDEM DO DIA, ACABOU NÃO ENTRANDO NA PAUTA DE VOTAÇÃO, DEFINIDA NA REUNIÃO DE LÍDERES.

ALEXANDRE GUERRA

Presidente reeleito do Sindilat-RS

A queda no preço do leite fez o setor enfrentar grave crise neste ano. Produtores e empresas tiveram dificuldades diante da redução de consumo. Garantir a competitividade do segmento é um dos desafios de Alexandre Guerra, reeleito ontem, por unanimidade, para novo mandato à frente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS). A projeção é de um 2018 melhor. Confira trechos de entrevista à coluna.

Depois de ano de crise, com queda acentuada no preço, como será 2018?

A expectativa é de que, com o crescimento do PIB, possamos retomar o consumo. Neste ano, houve diminuição de 5% no Brasil. O grande problema, além da importação, foi a queda no consumo. E o aumento de 5% na produção. A indústria trabalhou quatro meses no vermelho. Em novembro, houve reação no valor do UHT, nos primeiros 10 dias. De forma gradativa, o setor pode ter melhor situação ano que vem.

Por que quando a indústria tem alta no preço, esse repasse logo chega ao consumidor, e quando baixa, não há recuo na mesma velocidade?

Essa baixa chega ao consumidor. Neste ano, teve muita oferta de leite UHT. O supermercado coloca o leite longa vida como ponta de gôndola (oferta), para atrair consumidores. A população está buscando muito condição de preço.

Que ações tornariam a atividade sustentável no Rio Grande do Sul?

Precisamos trabalhar a competitividade. Para sermos fortalecidos, temos de ter produtor produzindo mais, indústria em escala, inovando e dando assistência, e o governo fazendo a parte dele, dando isonomia fiscal e desburocratizando.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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