CAMPO ABERTO – | N° 18653 – SUBVENÇÃO AO SEGURO AGRÍCOLA será MENOR

 

  • Com R$ 400 milhões para subvenção do seguro rural em 2017, previstos no projeto de lei orçamentária, o Ministério da Agricultura tentará aumentar esse valor para R$ 450 milhões. Uma das alternativas, segundo Vitor Ozaki, diretor de Gestão de Risco e Recursos Econômicos do ministério, seria realocar recursos destinados ao crédito agrícola para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
    – Mas não há garantia por enquanto. O que temos são esses R$ 400 milhões, que também não estão livres de eventuais cortes – reconheceu Ozaki, durante evento sobre seguro rural, realizado ontem em São Paulo.
    Mesmo que o governo consiga chegar a R$ 450 milhões, o valor deverá beneficiar um número menor de produtores no país na comparação com 2016 – quando foram destinados R$ 400 milhões para o pagamento de prêmios nas apólices de seguro rural.
    – Se considerada a inflação e o aumento dos custos de produção no período, o número de beneficiários será bem inferior – indica Pedro Loyola, vice-presidente da Comissão de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
    Segundo Loyola, a necessidade para atender a demanda atual é de pelo menos R$ 1,2 bilhão. Em 2014, a subvenção chegou a quase R$ 700 milhões. Sobre a possibilidade de retirar dinheiro do crédito para destinar ao seguro agrícola, o economista avalia ser uma alternativa positiva.
    – Hoje o governo dá crédito, mas não oferece mecanismos para mitigar riscos. É preciso buscar outras fontes de recursos – defende Loyola.
    Na safra 2015/2016, quando o excesso de chuva no Sul e a estiagem no Nordeste provocaram perdas na produção, seguradoras desembolsaram R$ 1,4 bilhão para cobrir prejuízos em todo o país – o maior valor da história. Do total, cerca de R$ 1,1 bilhão foram para lavouras de soja, milho e trigo e outros R$ 300 milhões para frutas e hortaliças – especialmente na Região Sul.
    – Mais de 80% dos sinistros pagos hoje estão concentrados em dois tipos de ocorrência climática: seca ou excesso de chuva. E esses eventos estão cada vez mais frequentes – destaca Wady Cury, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
    COMBUSTÍVEL AO UBER
    Embora não tenha chegado ao Sul do Brasil com filial física, a CargoX estima que 300 caminhoneiros já estejam operando no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná no modelo semelhante ao Uber de passageiros.
    A transportadora sem frota fixa conecta caminhões autônomos e empresas que precisam transportar mercadorias, aproveitando trajetos com carrocerias ociosas. Em todo o Brasil, segundo a companhia, mil caminhoneiros estão atuando no transporte rodoviário por meio do aplicativo online, com preços inferiores ao valor de mercado.
    No final de julho, a CargoX abriu uma filial em Mato Grosso, no município de Sorriso, maior produtor nacional de soja e milho. A burocracia para conseguir abrir o escritório no Centro-Oeste, porém, retardou a abertura da filial no Sul – prevista inicialmente para 2016.
    – Isso não nos impede de atuar nessa região, é o que estamos fazendo – conta o presidente e fundador da CargoX, o argentino Federico Vega.
    A entrada recente de um novo investidor deu mais combustível à companhia. Um grupo liderado pelo banco americano Goldman Sachs aplicou R$ 35 milhões no negócio. Desde o início das operações do “Uber de Caminhões”, no começo do ano, a empresa recebeu R$ 49 milhões em recursos. O primeiro aporte, não por acaso, foi do americano Oscar Salazar, um dos fundadores do Uber e sócio da CargoX. Em 2016, a companhia estima faturar R$ 50 milhões.
    Lácteos importados
    O alto volume de produtos lácteos importados, especialmente do Uruguai, e os impactos no mercado serão tema de audiência pública amanhã, em Brasília, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, presidida pela senadora Ana Amélia (PP-RS). Segundo o Sindicado da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), o Brasil importou 153 milhões de quilos de produtos lácteos de janeiro a agosto, alta de quase 80% em relação ao mesmo período de 2015. Já as exportações somaram 45 milhões de quilos, volume quase 30% inferior. O aumento das importações é uma das razões para a redução do preço pago ao produtor. Para evitar o desequilíbrio comercial, a indústria pede a adoção de cotas para as compras procedentes do Uruguai.
    ISRAEL ACEITOU A PROPOSTA DE CERTIFICAÇÃO VETERINÁRIA QUE ESTAVA EM NEGOCIAÇÃO COM O GOVERNO BRASILEIRO. COM ISSO, será possível EXPORTAR SÊMEN BOVINO CONGELADO PARA O MERCADO ISRAELENSE. HOJE, O BRASIL ESTÁ EM 20º LUGAR NO RANKING MUNDIAL DE EXPORTAÇÃO DE MATERIAL GENÉTICO BOVINO.

    Fonte Zero Hora

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