CAMPO ABERTO – MÃOS À PICANHA

Quinze dias após cortar a picanha fundamental, em alusão à pedra que costuma ser erguida no início de obras, o Observatório Gaúcho da Carne realiza nesta semana a segunda reunião. A primeira, durante a 40ª Expointer, reuniu representantes de associações de raças bovinas. Agora, será a vez de apoiadores do projeto sentarem na mesma mesa. A iniciativa é uma nova tentativa de organizar o setor de carne bovina no Rio Grande do Sul.

– Estamos trabalhando na planta arquitetônica para definir quem fará o que nesta obra – disse Andréa Veríssimo, veterinária e coordenadora do projeto.

O primeiro passo será a definição de quais dados serão compilados:

– Neste momento, estamos levantando as perguntas que o setor tem, quais informações consideram mais importantes – detalha Andréa.

Vencida a etapa do big data da pecuária, em um prazo médio de seis meses, virão depois a normatização para criação de selo de identificação e, por último, a promoção do produto.

Idealizador de projetos para valorizar a carne gaúcha nos últimos anos, o empresário Airton João Marchese, um dos sócios da churrascaria Galpão Crioulo, cita a cultura tradicionalista como um dos pontos-chave para promover o produto made in Rio Grande do Sul para fora do Estado e do Brasil.

– Precisamos criar um valor econômico da cultura e da gastronomia gaúcha, a exemplo do que ocorre hoje com o samba carioca, com o peão de Barretos. Temos uma história por trás disso tudo, que precisa ser valorizada – exemplifica Marchese, que aposta também na profissionalização da cadeia produtiva do churrasco.

joana.colussi@zerohora.com.br

JOANA COLUSSI

Fonte : Zero Hora

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