CAMPO ABERTO – Momento para romper a cortina de fumaça

Se a campo o Exército brasileiro imprime esforços para combater os incêndios na Floresta Amazônica, fora dele, a mobilização é para que o Brasil elimine qualquer cortina de fumaça que possa estar bloqueando a comunicação com o mundo. Há entendimento de que é preciso revisar a postura adotada, a fim de evitar que o problema real se transforme em pretexto para competidores globais barrarem a entrada de produtos brasileiros.

Nos últimos dias, países como França, Finlândia e Irlanda acenaram com essas bandeiras. A questão também traz inquietação aos produtores rurais brasileiros que fazem o dever de casa e temem retaliações. Vale lembrar que o recente acordo entre Mercosul e União Europeia traz cláusula com o princípio da precaução, que prevê ações no sentindo de garantir a origem dos produtos como sendo de áreas livres de desmatamento. E se a intenção é boa, também abre brecha para uso político.

Em evento realizado na Casa da RBS, no parque Assis Brasil, em Esteio, o presidente da Federação da Agricultura e diretor de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira, relatou que o assunto é ponto de atenção. Tanto que, na última quinta-feira, dirigentes estiveram reunidos na sede da entidade, em Brasília, com os ministros da Agricultura, Tereza Cristina, e do Meio Ambiente, Ricardo Sales.

Ele também reforçou que é preciso separar o desmatamento ilegal do permitido por lei:

– Não compactuamos com ilegalidades.

O secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, acresecentou:

– Os agentes políticos precisam explicar o que o Brasil faz para proteger o meio ambiente.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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