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CAMPO ABERTO – Ministro confirma avanço de biodiesel

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, aterrissou ontem em Passo Fundo, no norte do Estado. E confirmou que seguirá o cronograma para ampliação do percentual de biodiesel a ser adicionado ao diesel. Hoje em 11%, passará para 12% no início de 2020. Deve aumentar um ponto percentual por ano, chegando a 2023 com 15%, como previsto por resolução do Conselho Nacional de Política Energética.

– É muito importante para o desenvolvimento do setor de biocombustível – afirma Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS e do conselho de administração da Associação Produtores de Biocombustível do Brasil.

Albuquerque veio a convite do executivo e visitou a unidade da BSBIOS. A empresa está investindo R$ 70 milhões em Passo Fundo e Marialva (PR).

Segundo a Aprobio, cada ponto percentual ampliado representa demanda adicional de 700 milhões de litros de biodiesel por ano que, por sua vez, leva à alta de 2,5% a 3% da necessidade por soja processada.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de biocombustível do país, com nove usinas respondendo por 30% do volume nacional.

consumidores terão uma provinha da safra de azeite do RS amanhã, em feira realizada na Capital. Serão mais de 10 marcas no evento na Secretaria da Agricultura, no bairro Menino Deus, das 8h às 12h. Neste ano, foram produzidos 200 mil litros, volume histórico.

Nova etapa da vacinação contra aftosa

Se mais para a frente o cenário poderá ser de fim da imunização, agora é hora de manter as doses contra a febre aftosa em dia. O Rio Grande do Sul começa hoje a segunda etapa da campanha de vacinação, voltada ao rebanho bovino e bubalino com até dois anos de idade – são cerca de 4,3 milhões de animais.

– Enquanto formos livre de aftosa com vacinação, temos de ter cobertura de 90%, não podemos baixar disso – reforça Fernando Groff, coordenador do Programa de Controle e Erradicação da Febre Aftosa.

Ele também orienta que, diante do tempo chuvoso registrado no Estado, produtores evitem deixar a vacinação, que segue até o final do mês, para a última hora. A comprovação da imunização pode ser feita até 6 de dezembro.

Tempo de apreensão

A chuva forte e o granizo colocaram produtores em alerta. Por enquanto, as perdas são consideradas pontuais. Pedras de gelo danificaram lavouras de tabaco no Vale do Rio Pardo. Houve problemas pontuais também no milho. No arroz, o excesso de umidade atrapalha manejo e encurta a janela de plantio. No trigo (foto acima), a preocupação é com eventual perda de qualidade, à medida que as precipitações adiam o momento da colheita.

– O que traz apreensão são grandes volumes em alguns pontos – diz Alencar Rugeri, diretor técnico da Emater.

A maior concentração ocorreu nas regiões Central e Campanha. Para a primeira quinzena de novembro, a previsão é de que o intervalo entre uma chuva e outra continue sendo pequeno, mas a intensidade deve diminuir, pondera Jossana Ceolin Cera, meteorologista do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Em cada cultura

Trigo

A preocupação é com as lavouras que estão prontas para serem colhidas. Nesse ponto, o excesso de umidade pode afetar rendimento e qualidade. Apesar do mau tempo, houve avanço em relação à semana passada. Segundo a Emater, a colheita alcançou 50% da área estimada para o Rio Grande do Sul. Na regional de Ijuí, que representa 30% da área do RS, produtores se preocupam com a previsão de umidade prolongada.

Folhosas

A chuva pesada acaba sendo prejudicial por danificar a qualidade das folhosas, explica Evandro Finkler, presidente da Associação dos Produtores da Ceasa. E houve precipitação intensa na Região Metropolitana, que tem participação importante na produção de verduras. O excesso de umidade também dificulta o trabalho de preparação do solo para o plantio. E isso poderá impactar o fornecimento e também os preços.

Arroz

A chuva atrasa o plantio e impede manejos necessários para controle de ervas daninhas. Também dificulta aplicação de ureia, importante para o desenvolvimento da planta. Segundo o Irga, 55% da área total estimada foi semeada. Mas, na Região Central, é de apenas 12,67%. – Só devemos voltar a plantar com força no meio da semana que vem – alerta Alexandre Velho, presidente da Federarroz-RS.

Tabaco

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) contabiliza 9.505 notificações de problemas ao longo da atual safra, ante 9.141 de igual período do ciclo passado. O granizo desta semana impactou sobretudo municípios do Vale do Rio Pardo – foram 352 comunicações somente em Barros Cassal, Boqueirão do Leão, Gramado Xavier, Rio Pardo, Passo do Sobrado, Santa Cruz do Sul, Sinimbu e Vale do Sol.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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