CAMPO ABERTO – MERCADO DESIGUAL

Com cota recíproca definida em 45 mil toneladas por ano, e redução progressiva de taxas em até 10 anos, o comércio de lácteos entre Mercosul e União Europeia preocupa a indústria brasileira.

– Já somos pressionados pelos países do Mercosul, que têm custos menores de produção. Agora teremos mais a pressão dos produtos europeus – prevê Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS).

Segundo o dirigente, a capacidade produtiva brasileira é bem diferente da dos europeus, que historicamente recebem incentivos para produção.

– O leite já vem passando por um momento difícil. Teremos de trabalhar a nossa competitividade – indica Guerra, acrescentando que o setor precisará de medidas compensatórias para competir de igual para igual.

Ontem, a Nestlé anunciou o fechamento de unidade de recebimento de leite localizada em Palmeira das Missões. Segundo a multinacional, o trabalho será absorvido pela fábrica de Carazinho, onde itens da marca são produzidos no Estado. Será mantida a compra de leite de 127 produtores na região. A medida visa a otimizar a logística e aumentar a eficiência.

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JOANA COLUSSI

Fonte : Zero Hora

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