CAMPO ABERTO – MAIS UM PASSO PARA A RETIRADA DA VACINA

Técnicos da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul realizaram ontem nova auditoria para avaliar o sistema de defesa. A ação é parte do processo para a retirada da vacina contra a febre aftosa. A imunização tem mantido o rebanho bovino e bubalino livre da doença o último foco no Estado foi em 2001 , mas também inviabiliza a entrada em alguns mercados.

A vistoria de agora, em caso de avaliação positiva, serviria para embasar a vinda de técnicos de Brasília, etapa necessária para o Estado receber autorização para deixar de vacinar. Recentemente, paranaenses receberam o aval, e a projeção é de que já não realizem a segunda etapa da vacinação em 2019.

– Estamos buscando um fato novo. Sem sinal claro de que ocorreu evolução no plano de ação, eles sequer vêm – explica Bernardo Todeschini, superintendente do ministério no Estado.

No final do ano passado, outra auditoria apontou a necessidade de ajustes e foi montado plano de ação.

– Com parecer positivo agora, a gente pode pedir auditoria específica – reforça Antonio de Quadros Ferreira Neto, diretor do departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura.

Tanto ele quanto Todeschini avaliam ser possível acompanhar o passo do Paraná. Aliás, a decisão dos paranaenses certamente criou pressão para que os gaúchos busquem a evolução do status sanitário, uma vez que o Estado ficaria isolado dos demais da Região Sul – Santa Catarina hoje é o único livre da doença sem vacinação.

O Ministério da Agricultura montou plano nacional para a retirada total da vacina. O Brasil foi dividido em cinco blocos, com os três Estados do Sul no grupo cinco, com previsão de fim da vacinação em 2021. No ano passado, a secretaria gaúcha sinalizou, no entanto, vontade de antecipar o calendário.

Quatro temas centrais foram avaliados na auditoria concluída ontem, os mesmos do roteiro de Brasília e do modelo da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Dentro deles, 43 itens recebem pontuação de um a cinco.

– Penso que é um esforço que deve ser o foco do sistema de saúde animal hoje – avalia o superintendente do ministério.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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