CAMPO ABERTO – JUSTIÇA NEGA PEDIDO DA COTRIJUI

Uma tentativa de dar fôlego junto a credores, o pedido de recuperação judicial para empresas controladas pela Cotrijui Cotriexport, Redecop, Transcooper e Pacpart foi negado pela Justiça. A decisão traz novo revés no processo iniciado em 2014, quando a cooperativa decidiu pela liquidação voluntária, na tentativa de sanar dívidas hoje estimadas em R$ 1,8 bilhão.

Na decisão, o juiz Daniel Pellegrino Kredens, da comarca de São Luiz Gonzaga, justifica que o objetivo do pedido da ação "é conseguir a liminar de extensão dos efeitos da recuperação judicial para a Cotrijui, não se tratando genuinamente de tentativa de resguardar as sociedades empresárias autoras da presente". E indefere a solicitação, alegando "(…) insuperável impossibilidade jurídica do pedido".

– Reforçamos à Justiça que a Cotrijui é uma cooperativa e essas empresas não preenchem os requisitos para a recuperação judicial – explica Fernando Pellenz, advogado da Souto Correa, que representa um credor.

As cooperativas têm legislação específica e, por isso, trabalham com a chamada liquidação voluntária. No caso da Cotrijui, a medida foi adotada em setembro de 2014, em audiência tumultuada. Mais recentemente, no início do mês, um grupo que se denomina Recuperação da Cotrijui passou a questionar a gestão da atual diretoria no processo. Também apontou atraso nos pagamentos e denunciou que grãos estavam sendo vendidos sem a autorização dos produtores. Chegou a planejar a ocupação da sede, em Ijuí.

Ontem, estava programada manifestação, que teve de ser cancelada em razão do mau tempo. Os integrantes, acompanhados de produtores de Dom Pedrito, estiveram reunidos com o prefeito de Ijuí, Valdir Heck (PDT).

– A partir de agora, nossa expectativa é a decisão que pode ser tomada pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Estamos preparando a retomada da cooperativa – garante Edson Burmann, participante do grupo.

A coluna tentou contato com representantes da Cotrijui, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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