CAMPO ABERTO | Joana Colussi REDUÇÃO DE INCENTIVOS EGRUPO DE PROTEÍNA ANIMAL

 

  •  

    Após propor a redução de benefícios fiscais a indústrias, dentro do pacote que será votado a partir de hoje na Assembleia Legislativa, o governo do Estado pretende se debruçar sobre o setor de proteína animal. Um grupo de trabalho, formado por três secretarias e coordenado pelo presidente do BRDE, Odacir Klein, pretende identificar os gargalos que envolvem a produção de carnes e de leite. Uma das principais preocupações é não deixar que a perda de competitividade afaste investimentos tudo o que um Estado com as finanças em colapso não precisa.
    – Queremos detalhar e aprofundar todo o setor de proteína animal. Sabemos que existem dificuldades na cadeia, como no abastecimento e na distância dos grandes centros consumidores – afirma Fábio Branco, secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
    Nos últimos anos, com a redução da área plantada com milho no Rio Grande do Sul, indústrias de aves e suínos optaram por ampliar seus investimentos em outros Estados – como Mato Grosso e Paraná, onde a safrinha responde por boa parte da produção do cereal no país.
    Embora a relação da frente de trabalho com o pacote seja negada pelo governo, o grupo será uma forma de se reaproximar de empresários do agronegócio – após o projeto de lei de redução dos créditos presumidos ter sido desengavetado.
    Além do Desenvolvimento Econômico, irão formar a frente de proteína animal as secretarias da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. A escolha de Odacir Klein para coordenar os trabalhos se deu pela proximidade com o setor – acumulada em cargos anteriores de secretário da Agricultura e de presidente de entidades como a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
    A próxima reunião do grupo está marcada para a primeira semana de janeiro, quando entidades representativas de indústrias já serão convidadas a participar. O clima do encontro dependerá do resultado da votação do pacote nesta semana – especificamente do projeto de lei que prevê a redução de até 30% dos incentivos fiscais.
    Com testes a campo em diversas estações experimentais do Brasil, a Monsanto prepara a terceira geração de soja transgênica. A nova tecnologia, ainda sem nome, promete maior controle de lagartas e resistência a mais um herbicida, o dicamba – além do tradicional glifosato.
    – A previsão de lançamento comercial é para 2020, mas isso vai depender da avaliação de agências regulatórias no país – informou Rodrigo dos Santos, presidente da Monsanto na América do Sul.
    No último dia 8, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de um dos eventos da nova semente de soja desenvolvida pela Monsanto no Brasil. Como a tecnologia envolve mais de um evento, ainda serão necessárias outras liberações comerciais do órgão. Em entrevista à coluna, o executivo explicou que a terceira geração transgênica, antecedida pela RR1 e Intacta RR2, terá como principal diferencial o controle a plantas daninhas que criaram algum tipo de resistência ao glifosato – herbicida mais usado no mundo.
    Comprada pela alemã Bayer há três meses, em uma transação histórica de US$ 66 bilhões, a Monsanto aguarda a análise de agências de regulação de mercado. A negociação, que resultará na maior fornecedora de sementes e químicos do mundo, precisa passar pelo crivo de diversos países.
    – A pré-aprovação de Brasil, China, Índia, União Europeia e Estados Unidos é a mais relevante – destaca Santos, prevendo o fim do processo de análise regulatória para o final de 2017.
    TERCEIRAGERAÇÃO

  • LEILÕES DE TRIGO

    Nos últimos dois leilões do ano para ajudar a escoar a safra de trigo da Região Sul, realizados na sexta-feira, foram negociadas 202 mil toneladas do produto nos três Estados. Como nas ofertas anteriores, a demanda maior ocorreu nas operações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) – destinado a produtores e cooperativas. Nessa modalidade, foram negociadas 192,3 mil toneladas, de um total de 307,5 mil toneladas – 62,5% do total.
    No Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), a comercialização foi baixa – menos de 10% das 107,5 mil toneladas ofertadas. A baixa atratividade do PEP é atribuída às regras do edital, que preveem obrigações diferentes para indústrias e cerealistas.
    Novas operações estão previstas para janeiro. Enquanto isso, o trigo segue cotado abaixo do preço mínimo no Rio Grande do Sul, travando o mercado do cereal.

  • NO RADAR

    A AUSÊNCIA de mobilização do setor produtivo em defesa da Fepagro, comentada pela coluna no fim de semana, deve-se ao fato de a maioria das pesquisas serem voltadas aos pequenos produtores. Se a realidade fosse outra, relata uma funcionária da fundação, o apoio recebido certamente teria sido maior.
    SOBRE O FECHAMENTO DO FRIGORÍFICO DA MARFRIG EM ALEGRETE, FUNCIONÁRIOS SE PERGUNTAM SE O GOVERNO ESTADUAL FEZ ALGO PARA IMPEDIR A PERDA DE 648 EMPREGOS. A OPERAÇÃO SERÁ ENCERRADA EM JANEIRO.

  • MAPEAMENTO VIA SATÉLITE

    Passo Fundo recebeu uma nova estação ativa de mapeamento via satélite, implantada por Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a sexta base em funcionamento e integra o banco de informações disponibilizado pelas duas entidades.
    A estação funciona como ponto de referência, cujas coordenadas foram determinadas dentro de um sistema cartográfico. Desde 2006, o Incra e o IBGE unificaram redes de estações por meio de termo de cooperação.

  • EMBARQUES MAIS ÁGEIS

    A integração do Ministério da Agricultura ao Operador Econômico Autorizado da Receita Federal, uma espécie de certificado que simplifica a fiscalização de empresas exportadoras ou importadoras, beneficiará especificamente empresas ligadas ao agronegócio. Segundo o advogado Valter Tremarin, sócio do escritório Souto Correa, com a certificação as empresas terão os procedimentos aduaneiros facilitados, tornando o comércio exterior mais ágil e, consequentemente, reduzindo custos. Para tanto, as empresas devem ficar atentas aos procedimentos, confirmados em portaria conjunta na semana passada.

    Fonte : Zero Hora

Compartilhe!